RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA MANHÃ | SEXTA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO DE 2021
Por tanto da falta de dados e de coordenação do governo brasileiro
no que se refere ao mapeamento, comunicação e uso de informações sobre novas
variantes, o Brasil passou a ser alvo de "chacota" nas reuniões
internacionais. Pior: caso não consiga imediatamente vacinas adicionais para
compor o portfólio de vacinas contra covid-19 no país vive uma ameaça.
O alerta, publicado hoje na coluna de Jamil
Chade, é da professora do Instituto de Patologia Tropical e Saúde
Pública da Universidade Federal de Goiás, Cristiana Toscano, única brasileira
membro do Grupo Estratégico Internacional de Experts em Vacinas e Vacinação da
Organização Mundial da Saúde (OMS), em seu Grupo de Trabalho de Vacinas para
covid-19.
De acordo com a especialista, a melhor forma de coibir o surgimento
de variantes é reduzir a transmissão viral através de distanciamento social e a
vacinação. Mas se o vírus continuar a circular em uma população parcialmente
imune, trata-se de um "estímulo para o aparecimento de novas
variantes".
"No Brasil, não há vacinação intensificada em
Manaus, não houve restrição de circulação de pessoas em Manaus ou nenhuma outra
ação de saúde pública objetivando a contenção da nova variante. Nada. Então as
pessoas entram e saem de Manaus e estão circulando no Brasil inteiro. A vacinação
chegou a ser suspensa. Tudo o que não deveria ocorrer esta ocorrendo."
O argumento é claro: uma imunização lenta abre novas
possibilidades para a evolução do vírus e o surgimento de novas variantes.
COVID-19: O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER
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80 anos
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ano: 1.452
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Fonte/Foto: Clarice Cardoso, do UOL, em São
Paulo
... E MAIS
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