CRUELDADE: CACHORRO MORRE APÓS SER ATINGIDO POR TIRO DE PM EM FRENTE DE CASA
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| “Branquinho” estava na frente da casa da sua dona, Maria Barbosa Bastos |
Sem nenhum motivo aparente, policial militar do programa
de segurança pública (?) Ronda no Bairro sacou a arma e matou o animal com um
tiro na cabeça
Um cão foi assassinado com
um tiro na cabeça na manhã deste domingo (12) por um policial militar. O
animal, chamado de “Branquinho” estava na frente da casa da sua dona, a
autônoma Maria Barbosa Bastos, 50, moradora da rua Tereza Dávila, bairro Santa
Etelvina, Zona Norte, e morreu na hora. A ação do policial foi filmada por
câmeras de segurança particular e será levada à Corregedoria Geral da
Secretária de Segurança, onde a dona do animal vai denunciar o soldado “mata
cachorro”.
O assassinato do cão foi
presenciado por vizinhos da mulher que ficaram indignados com a ação do
policial. De acordo com testemunhas, o cachorro estava próximo à calçada onde
estava um neto de Maria, de cinco anos de idade e outro de oito meses de idade
que estava em uma rede, quando apareceu uma viatura, segundo os vizinhos, do
programa de segurança pública Ronda no Bairro.
Moradores relataram que a
viatura tinha acabado de estacionar em frente a uma distribuidora de bebidas,
onde costumam visitar depois de uma noite de festa no comércio. Ao passar em
frente à casa da autônoma, um dos policiais que estava na viatura puxou a
pistola e atirou contra o cachorro acertando a cabeça do mesmo que morreu na
hora.
Os moradores não tiveram
tempo para anotar a placa da viatura. A dona do cão ficou abalada
emocionalmente chorou muito e os vizinhos revoltados com o ato covarde do
policial que, segundo eles, colocou em risco a vida das crianças que estavam
próximas ao cão.
A bala poderia ter
ricocheteada no asfalto e atingido uma das crianças. “Aí eles (os policiais)
iriam dizer que atiraram em um traficante”, disse um dos moradores que preferiu
não se identificar temendo represálias.
A bala que atravessou o
corpo de Branquinho foi recolhida pela família e será levada para a
corregedoria.
A dona do animal disse que
embora não fosse um cão de raça, ele era dócil, bem tratado e era o seu
companheiro e todos os vizinhos gostavam dele. “Ele estava sempre por perto e
era o meu cão de guarda”, disse a mulher.
Familiares da autônoma
telefonaram para o 28º Distrito integrado de Polícia (Dip) no bairro Novo
Israel, e foram informados que a área onde aconteceu o crime era do 26º Dip,
mas que iria comunicar o ocorrido para o 190. Segundo as testemunhas, minutos
depois a mesma viatura, parou na esquina da rua e em seguida foi embora sem se
aproximar.
A lei
De acordo com a
legislação, quem mata um animal, seja ele um cachorro ou não, comete um crime.
É o que diz o artigo 32 da Lei dos Crimes Ambientais, de 1998. A lei prevê
detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem praticar ato de
abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar qualquer tipo de animal. Se houver a morte
do bichinho, a pena aumenta até um terço. Quem praticar experiência dolorosa ou
cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando
existirem recursos alternativos também pode sofrer a mesma condenação.
Culpado pode (e deve) ser punido
O comandante geral da
Polícia Militar, coronel Gilberto Gouvêa garantiu que o caso será apurado.
Segundo ele, serão instaurados uma sindicância e um Inquérito Policial Militar
(IPM). Caso fique comprovada a morte do animal, o policial será punido e as
informações colhidas serão encaminhadas para as autoridades competentes.
Fonte/Foto:
Joanaa Queiroz – acrítica.uol.com.br/Divulgação


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