PARÁ: BANCÁRIOS PARAM AMANHÃ, DIA 15, E ALERTAM SOBRE TERCEIRIZAÇÕES
Eles aderem o movimento nacional e fecham as agências
de todo o Pará
Na próxima quarta-feira
(15) bancários do Pará irão às ruas para se manifestar contra o PL 4330 das
terceirizações. A decisão foi tomada em assembleia geral realizada nessa
segunda-feira (13), na sede do Sindicato dos Bancários do Pará.
Eles ajudarão a fortalecer
a paralisação nacional da classe, convocada pela CUT e demais centrais sindicais,
além do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MTST (Movimento dos
Trabalhadores Sem Teto), UNE (União Nacional dos Estudantes), MMM (Marcha
Mundial das Mulheres), Coletivo Fora do Eixo-Mídia Ninja, dentre outros
ativistas sociais.
'Vamos parar as agências
bancárias para demonstrar toda a nossa indignação com o Congresso Nacional pela
aprovação do PL4330 na Câmara dos Deputados. Esse Projeto de Lei precariza as
relações de trabalho e retira uma série de direitos históricos da classe trabalhadora.
Por isso, vamos parar o país nessa quarta-feira (15), pois não aceitamos
retrocessos', afirmou a presidente do Sindicato, Rosalina Amorim.
Manifestação - No dia 15,
a categoria bancária, junto com outas categorias, estará concentrada a partir
das 8 horas, na Praça do Operário, em São Brás. De lá sairá a passeata em
direção ao Centro Integrado de Governo (CIG).
2º etapa - Nessa
terça-feira (14) serão apreciados os destaques apresentados pelos partidos
sobre os pontos polêmicos do PL4330, que serão decididos em votações separadas.
Depois o projeto segue para tramitação no Senado, onde, se houver alteração,
volta para nova votação na Câmara. Só então vai para a sanção da presidenta
Dilma Rousseff, que já afirmou que vetará qualquer retirada de direito dos
trabalhadores. Mesmo com o veto da presidenta, o PL4330 volta para apreciação
do Congresso, o qual pode derrubar o veto presidencial.
O que está em jogo – O PL
4330 não impõe limites para a terceirização e estabelece que qualquer função,
inclusive a atividade-fim das empresas, pode ser terceirizada. O modelo poderá
ser adotado, inclusive, por órgãos públicos, o que representa o fim dos concursos
públicos.
O texto do Projeto de Lei
recém aprovado na Câmara dos Deputados
não melhora as condições dos cerca de 12,7 milhões de terceirizados
(26,8% do mercado de trabalho) e ainda amplia a possibilidade de estender esse
modelo para a atividade-fim, a principal da empresa, o que é proibido no
Brasil. Fragmenta também a representação sindical e legaliza a diferença de
tratamento e direitos entre contratados diretos e terceirizados.
Os riscos e a precarização
do trabalho são confirmados pelo dossiê Terceirização e Desenvolvimento: uma
conta que não fecha, estudo de autoria da Central Única dos Trabalhadores (CUT)
em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos
Socioeconômicos (Dieese), publicado em 2014.
De acordo com o
levantamento, o terceirizado trabalha três horas a mais, em média, além de
receber 25% a menos pelo mesmo serviço.
Além disso, o dossiê
aponta que os terceirizados ficam 3,1 anos a menos no emprego do que os
trabalhadores contratados diretamente, além estarem mais expostos a acidentes
de trabalho, por conta do tempo menor de treinamento. 80% dos acidentes de
trabalho são com os terceirizados.
O PL 4330 prevê a
liberação de todos os tipos de terceirização, o que significa ampliar um regime
de contratação que possibilita reduzir salários e direitos. Na prática, é a
flexibilização a CLT, tão sonhada pelos neoliberais e pelo grande capital, que
cria dois regimes jurídicos de trabalho: um com direito a FGTS, férias anuais,
décimo terceiro, plano de carreira e seguro desemprego; outro com contratos
temporários sem nenhum destes direitos, inclusive entre os funcionários
públicos.
Fonte/Foto:
com informações da assessoria/Divulgação


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