GOVERNO QUER ATRAIR MÉDICOS DE FORA PARA O INTERIOR DO PARÁ
No
Pará são 6,6 mil médicos, sendo que mais de 70% atua em Belém. Falta de médicos
no interior é um problema que se agrava.
Como
medida para tentar resolver o problema da falta de médicos no país, o governo
federal avalia a possibilidade de contratar médicos estrangeiros para atuar nas
regiões mais carentes do país. A possível solução está sendo debatida.
No
Pará, são quase 6,6 mil médicos, sendo que mais de 70% atuam em Belém. Mesmo
com essa quantidade de profissionais, todos os dias muita gente volta para casa
sem atendimento, depois de esperar horas nas filas dos postos de saúde. Nos
municípios do interior, a situação se agrava.
Representantes
da Assembleia Legislativa do Pará, da Câmara Municipal de Belém e do Conselho
Federal de Medicina discutiram a medida. O deputado federal de mato grosso,
Luis Henrique Mandetta, também participou da reunião.
Ele
veio a capital falar sobre políticas públicas na área da saúde. “Não se vai
conseguir atrair de uma maneira sustentável médicos que permaneçam nas
comunidades mais carentes desse país, sem que o vinculo de trabalho seja
qualificado, sem que a pessoa saiba que ela vai ter uma carreira, que ela vai
poder chegar e ficar um tempo, como é o Ministério Público, como é o
Judiociário, enfim, uma série de carreiras de estado. Se for simplesmente a
contratação para ficar um, dois anos, não resolve, como não vem resolvendo a
muito tempo”, afirma o deputado do MT.
“Nós
temos também questões relacionadas ao financiamento da saúde, hoje nós temos
uma Comissão no Congresso Nacional discutindo como regulamentar a
responsabilidade da União, já que o Governo do Estado é obrigado em 12% das
suas receitas em saúde, o município 15% e a união está desobrigada de um
percentual mínimo. Então, isso precisa de uma mobilização de todo o Congresso
Nacional, da sociedade, para que a gente possa ter um sistema de saúde que a
gente deseja e sonha tanto”, afirma ainda o deputado.
Para
o Conselho Federal de Medicina, importar médicos não é problema, desde que os
profissionais façam a prova obrigatória para o exercício da medicina no Brasil.
“Nós concordamos com a vinda dos médicos para o Brasil, desde que eles façam a
revalidação do diploma”, ressalta Waldir Monteiro, do Conselho Federal de
Medicina.
Fonte: G1 PA

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