COMISSÃO VAI VIAJAR INTERIOR DO AMAZONAS PARA ANALISAR CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS
Dez comunidades, de municípios como Iranduba e
Manapuru, reclamam da falta de recursos e já demonstraram interesse na
emancipação.
Uma semana após a Câmara
dos Deputados aprovar projeto de lei que regulamenta a criação de novos
municípios no Brasil, dez comunidades do interior do Amazonas já demonstraram
interesse na emancipação. De acordo com o presidente da Comissão de Assuntos
Municipais da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado Tony Medeiros,
visitas às cidades vai orientar os moradores sobre os requisitos legais para o
possível desmembramento.
As comunidades visitadas
são Ariaú (Iranduba), Janauacá (Careiro), Badajós (Codajás), Bom Jesus
(Autazes), Açuanópolis (Canutama), Messejana do Norte (Maraã), Belém do
Solimões (Tabatinga), Canumã (Borba), Tuiué (Manacapuru) e Iauaretê (São
Gabriel da Cachoeira). Medeiros afirmou que os moradores reclamam que não
recebem investimentos por parte das prefeituras, por isso buscam a emancipação.
As viagens pelas localidades devem começar no mês de julho.
Para a criação de novos
municípios, é preciso atender a requisitos mínimos, como número mínimo de 6 mil
habitantes, existência de um núcleo urbano com um mínimo de edificações
calculado com base em 20% da população da área que se pretende emancipar e no
número médio de pessoas por família. Outro critério é a realização de um
estudos de viabilidade, que vai analisar as vertentes econômico-financeira;
político-administrativa e socioambiental e urbana, como receitas de arrecadação
própria e de transferências federais e estaduais, diagnóstico da ocupação
urbana e levantamentos das redes de abastecimento de água e esgoto e de águas
pluviais, além da estimativa de crescimento da produção de resíduos sólidos e
efluentes.
Segundo o texto aprovado
na Câmara, os estudos de viabilidade não poderão ser aprovados em algumas
situações: se houver perda da continuidade territorial e da unidade
histórico-cultural do ambiente urbano; se houver alteração das divisas
territoriais dos estados; ou se a área do município estiver situada em reserva
indígena ou em área de preservação ambiental.
Caso a comunidade atenda
aos requisitos e o pedido seja aprovado pelos deputados estaduais, será
providenciado o plebiscito por meio de solicitação ao Tribunal Regional
Eleitoral (TRE), com preferência para realização em conjunto com as eleições
gerais seguintes. “É um processo democrático e que vai obedecer aos anseios da
população. Se eles não quiserem a separação, a vontade será respeitada”,
afirmou.
Fonte/Foto:
Portal Amazônia/Aleam


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