ACONTECEU | NO PARÁ, ESTADO ANUNCIOU MAIOR PROGRAMA DE DESCENTRALIZAÇÃO DE RECURSOS DA EDUCAÇÃO
Nesta quinta-feira (11), o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), anunciou o Dinheiro na Escola Paraense. Ultrapassando R$ 200 milhões em aportes estaduais em 2023, o programa descentraliza recursos para a realização de pequenas obras, manutenção contínua das unidades e equipamentos escolares, além da possibilidade de investimentos massivos em ferramentas pedagógicas. Em média, cada uma das 898 escolas da rede estadual de ensino receberá mais de R$224 mil nesta primeira fase do programa, um aumento superior a 8000%. A assinatura do documento, que prevê o projeto de lei, foi realizada durante o Encontro com Lideranças Escolares da Seduc pelo governador do Estado, Helder Barbalho, e o secretário de Estado de Educação Rossieli Soares. Nos próximos dias, o documento será encaminhado à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) para apreciação.
Com repasse superior a R$100 milhões ainda no primeiro semestre de 2023 e mais R$100 milhões no segundo, o projeto contempla pequenas obras e reformas, melhoria de infraestrutura física, melhoria pedagógica, manutenção contínua da unidade escolar, sustentabilidade ambiental, garantia de equipamentos pedagógicos e tecnológicos, além da climatização das unidades escolares, essencial para o processo de aprendizagem. "É uma honra poder fazer parte desse momento, que entra para a história da educação do Estado do Pará. O Dinheiro na Escola Paraense será o programa de maior transformação das escolas do Pará, vamos dar um salto imenso nas condições pedagógicas e na infraestrutura das nossas unidades de ensino. Descentralizar recursos é munir nossos diretores de escola e a comunidade escolar de possibilidades para adequar e potencializar as condições estruturais e de aprendizagem de suas realidades, respeitando suas demandas", comemorou Rossieli Soares, secretário de Estado de Educação ao anunciar o programa Dinheiro na Escola Paraense. Vice-governadora do Estado, Hana Ghassan, destacou que o novo programa tem como objetivo melhorar os índices da educação no Estado e proporcionar mais conforto e segurança a comunidade escolar. "Educação é a base de tudo: da família, do desenvolvimento do Estado, e para isso precisamos de vocês professores, então hoje damos um passo importante para tirar do caminho um dos principais problemas nas escolas, que é a falta de infraestrutura. Com isso, vamos melhorar a aprendizagem e também proporcionar mais conforto e qualidade para nossa comunidade escolar", disse ela.
O último fundo rotativo, entre 2022 e 2023, repassou em média apenas R$2,7 mil para as escolas. A partir do Programa Dinheiro na Escola Paraense, as unidades receberão, já no primeiro semestre de 2023, em média R$112 mil, um aumento superior a 4.000%, que chegará a 8.000% com a segunda parcela, totalizando em média R$224 mil em 2023. Para efeito de comparação, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio do Outeiro, localizada em Belém, possui 1.047 alunos e recebeu do fundo rotativo, em 2022, R$6,4 mil, com o aporte do novo programa passará a receber mais de R$170 mil já na primeira parcela. Escolas indígenas, quilombolas, rurais, de tempo integral e as que atendem educação especial receberão mais recursos. Com o programa, as escolas serão capazes de transformar suas realidades a partir das necessidades particulares de cada unidade. Com os subprogramas será possível realizar investimentos em pequenas reformas, na criação de espaços pedagógicos personalizados, na aquisição de materiais didáticos e em insumos para a execução adequada dos itinerários formativos do Novo Ensino Médio, entre outras coisas. A partir disso, a gestão escolar não mais dependerá da intervenção da Secretaria ou das Diretorias Regionais de Ensino (DRE) para demandas que podem ser facilmente resolvidas com maior celeridade, a partir da disponibilidade do recurso diretamente nas escolas. Apoiada em investimentos maiores da Seduc, a iniciativa contará com ferramentas tecnológicas, humanas e a revisão de processos e etapas para a efetividade na implementação do programa. A Seduc disponibilizará equipes multidisciplinares nas DRE para apoio no processo de prestação de contas, as escolas ainda poderão contratar com o recurso assessoria jurídica e contábil para a prestação na unidade. O programa ainda contará com a revisão e ampliação das características e presença do Conselho Escolar em todas as 892 unidades da rede pública estadual, definição de critérios para o repasse, manual de orientação para o uso do recurso, criação de uma equipe específica para acompanhamento do programa e suporte à rede no órgão central e o desenvolvimento de cursos e materiais de capacitação para os servidores da Secretaria, o Conselho Escolar, as escolas e DREs sobre assuntos relativos à implementação e execução do programa. Contará, ainda, com o Portal do Dinheiro na Escola Paraense, o Portal de Compras e a criação da aba sobre o programa no Portal da Transparência do Estado. Reconhecimento - Durante o Encontro de Lideranças Escolares da Seduc, o governador Helder Barbalho, a vice-governadora Hana Ghassan, o secretário de Estado de Educação Rossieli Soares e os deputados estaduais Adriano Coelho, Erick Monteiro e Renato Oliveira e a deputada federal Renilce Nicodemos entregaram certificados de reconhecimento para escolas que alcançaram a meta no último resultado do Ideb. As Escolas Estaduais Santa Maria Bertilla, São Raimundo Nonato, Diocesana Sao Francisco, Joaquim Almeida, Honorato Filgueiras e Pretextato da Costa Alvarenga foram contempladas no ato. Outras 161 escolas estaduais também serão reconhecidas pelo resultado positivo. Reestruturação - No último dia 3 de maio, o governador Helder Barbalho sancionou a lei de reestruturação da Seduc e a lei que estabelece a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Educação Paraense (Fadep). Com a reorganização e a Fadep a pasta terá mais investimentos em políticas pedagógicas e agilidade em obras de maior complexidade para a rede estadual de ensino. As alterações irão promover o fortalecimento e profissionalização das funções de liderança, aprimorar os papéis desempenhados pelas Secretarias Adjuntas - incluindo uma secretaria dedicada à gestão da rede e às políticas de regime de colaboração com prefeituras e redes municipais - e garantir equipes técnicas mais robustas e especializadas para o nível central e DREs, que serão responsáveis por descentralizar a implementação dos programas e ações da Seduc. A Fundação de Apoio para o Desenvolvimento da Educação Paraense (Fadep) será a ferramenta primordial para o atendimento das diversas demandas e necessidades da política educacional. Com uma Fundação vinculada à Seduc, o atendimento de demandas contínuas de transformação, que perpassam principalmente pela infraestrutura das unidades escolares, serão atendidas com maior eficiência, celeridade e flexibilidade. "A reestruturação, a Fundação e o Dinheiro na Escola Paraense são ações integradas do Governo do Estado e da Secretaria de Educação na garantia de escolas e ambientes adequados, equipados, seguros e repletos de possibilidades para o desenvolvimento do processo de aprendizagem dos nossos estudantes. É com valorização e condições pedagógicas e em infraestrutura que faremos do Pará o Estado que mais cresce em educação no Brasil", disse Rossieli Soares. Texto: Marcelo Júnior (Ascom Seduc) |
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