Bom dia! A ansiedade domina os mercados nesta terça, véspera da decisão de política monetária nos Estados Unidos e da divulgação dos balanços das big techs. Por mais que um ajuste de 0,25 ponto percentual seja dado como certo, o que preocupa mesmo é o que o presidente do banco central americano irá falar ao comunicar a decisão que deve elevar a Selic deles para 4,75% ao ano. Dificilmente Jerome Powell sinalizará que o pico da inflação já passou e que os juros não precisam subir mais. O Fed já se mostrou e reafirmou cauteloso no combate à alta dos preços. E, o tamanho da cautela pode determinar a força de uma possível recessão no país ainda este ano. Outro fator que assusta investidores é o que pode vir nos balanços das big techs do quarto trimestre. Amanhã, Meta divulga seus números após anunciar a demissão de 13% de sua força de trabalho. Às 8h30, o índice futuro do S&P 500 recua 0,48%. Nem mesmo uma melhora nas previsões do FMI para a economia fez efeito. A estimativa é que a economia global cresça 2,9%, ante a previsão anterior de 2,7%. A melhora se deve à expectativa que a inflação irá ceder este ano. "Tivemos alguns bons resultados [de inflação], mas é muito cedo para realmente declarar vitória", disse Pierre-Olivier Gourinchas, economista-chefe do FMI ao Yahoo Finance. Ele afirmou ainda que subir os juros americanos para além de 5% este ano parece adequado. Para os EUA, a estimativa para o PIB deste ano melhorou de 1,0% para 1,4%, e a de 2024 foi de 1,2% para 1,0%. No caso do Brasil, o FMI agora projeta crescimento de 1,2% em 2023, ante 1% anteriormente. Para 2024, a previsão caiu de 1,9% para 1,5%. A mais significativa melhora foi a da aposta para o PIB chinês deste ano, que foi de 4,4% para 5,2%, com manutenção da estimativa para 2024 em 4,5%. Por lá, o fim do lockdown parece já estar dando resultado na economia. O PMI (sigla em inglês para Índice dos Gerentes de Compras) industrial oficial avançou de 47,0 pontos em dezembro para 50,1 em janeiro. A faixa de 50 pontos é o que separa um setor da contração (abaixo de 50) e expansão (acima de 50). Ou seja, a indústria chinesa voltou a crescer. Mas menos que o esperado (50,4 pontos). Já o PMI dos demais setores veio acima do esperado (52) saltando de 39,4 em dezembro para 54,4 em janeiro. Dados surpreendentemente positivos também vieram da Europa. Na primeira leitura, o PIB da Zona do Euro subiu 1,9% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2021, acima da projeção de 1,7%. Como nem tudo são flores, as vendas no varejo alemão tombaram 5,3% em dezembro. O esperado era crescimento de 0,2%. Por enquanto, o mercado está vendo o copo meio vazio. Bons negócios! |
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