FRAGILIZADO, GUEDES NÃO PRETENDE SAIR E QUER MINIMIZAR DANOS
APÓS DEBANDADA
O
presidente Jair Bolsonaro afirmou
hoje (22) que tem "confiança absoluta" no ministro da Economia, Paulo Guedes, e que o
governo não fará "nenhuma aventura" com o Auxílio Brasil. A
declaração foi dada a jornalistas no auditório do Ministério da Economia.
Segundo a colunista Carla Araújo,
fontes próximas a Guedes garantiram que não houve nenhuma intenção de o
ministro deixar o cargo. A ideia agora é "trabalhar para reduzir
danos".
Apesar
disso, fontes próximas a Guedes garantem que não há nenhuma intenção de o
ministro deixar o cargo neste momento. A ideia é "trabalhar para reduzir
danos".
A
avaliação feita por membros da equipe econômica é de que Guedes teve que ceder
ao populismo do presidente Jair Bolsonaro, pediu a licença para gastar, mas
durante as negociações teve algumas pequenas vitórias, já que a ala política do
governo pressionava por um espaço para gastar ainda maior, usando a desculpa de
que o furo no teto seria necessário para garantir o Auxílio Brasil.
Na
defesa do ministro há também os argumentos de que a equipe econômica tentou
buscar alternativas, apresentou ao menos quatro possíveis soluções ao Congresso
para financiar o programa: o fim do abono e unificação de outros benefícios; a
desindexação do Orçamento; a tributação de dividendos na proposta de reforma
tributária e os cortes de benefícios tributários.
Guedes
escolheu Esteves Colgano, atual chefe da Assessoria Especial de Relações
Institucionais no Ministério da Economia, para assumir o cargo de Secretário
especial de Tesouro e Orçamento no lugar de Bruno Funchal, que anunciou sua
saída da pasta ontem. A informação é de Carla Araújo.
O
secretário do Tesouro, que substituirá Jeferson Bittencourt, que também deixou
o cargo ontem, ainda não foi definido. A escolha, segundo apurou a coluna de
Carla Araújo, será do próprio Colnago, já que o cargo é subordinado a ele.
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