RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA MANHÃ | SEGUNDA-FEIRA, 14 DE JUNHO DE 2021
DOAÇÕES
INTERNACIONAIS DE VACINAS NÃO VÃO DAR PRIORIDADE AO BRASIL
O Brasil deve ficar de fora da lista
de prioridades de doações de vacinas contra a covid-19 por parte de
países ricos, ainda que possa ser beneficiado de forma pontual por gestos de
certos governos.
Neste fim de semana, líderes do G7 fecharam um pacto para que, até
final de 2022, 870 milhões de doses possam chegar diretamente aos países em
desenvolvimento. Contando todas as promessas desde o começo de 2021, os
governos do bloco apontam que isso significaria 1 bilhão de doses. Mas não
houve um esclarecimento sobre quem forneceria essa diferença de 170 milhões de
doses.
Num comunicado emitido pela Covax Facility após o encontro, o
consórcio criado pela OMS para garantir uma transferência de vacinas pelo mundo
indicou que grande parte das doações será canalizada por meio do mecanismo
internacional de distribuição.
Mas fontes nas agências confirmaram à coluna que o plano prevê que
as doses sejam distribuídas a dois grupos de países mais pobres, com cerca de
92 deles fazendo parte dessa lista. O Brasil não está nesses grupos e, nas
Américas, apenas Haiti, El Salvador, Bolívia, Honduras e Nicaragua fazem parte
dos locais que poderão ser beneficiados com prioridade.
O próprio governo de Joe Biden, ao anunciar a
doação de 500 milhões de doses, já deixou claro que países como o Brasil não
estavam na lista de destinos prioritários.
Tanto em Washington como nas agências da ONU, a percepção é de que
o governo brasileiro tem como pagar por vacinas e que, portanto, uma doação
neste momento significaria que outros países em situação mais dramática fiquem
sem qualquer tipo de abastecimento.
Na OMS, ainda assim, a estimativa é de que a doação ajudará a
liberar outras doses que, a partir da disponibilidade do mercado, serão
destinadas ao Brasil e a outros países pelo mundo. Mas esse seria apenas um
efeito indireto.
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Fonte/Foto: Robson Santos, do UOL, em São Paulo
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