RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA MANHÃ | QUINTA-FEIRA, 22 DE ABRIL DE 2021
COMO OS GOVERNOS TRUMP E LULA DARÃO TOM DO ENCONTRO
ENTRE BOLSONARO E BIDEN NA CÚPULA DO CLIMA HOJE
Mais do que com sua imagem ambiental arranhada, o
Brasil chega hoje às discussões da Cúpula de Líderes sobre o Clima com sua
reputação invertida. O presidente Jair Bolsonaro (sem
partido) fará um pronunciamento durante o evento virtual organizado pelo líder
americano, Joe Biden. No total, a
videoconferência reunirá 40 dirigentes, entre os quais o chinês Xi Jinping e o
russo Vladimir Putin.
O Brasil já foi referência global nas negociações
para controle das mudanças climáticas — em 2008, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT),
foi a primeira nação a apresentar metas voluntárias de redução de emissão de
gases do efeito estufa.
Desde 2015, porém, segue numa direção oposta, e vem
perdendo capital político nessa mesa de negociação. Em 2020, o desmatamento na
Amazônia foi três vezes superior à meta proposta pelo Brasil para a Convenção
do Clima de 2009, em Copenhague. Sob comendo de Salles, o Ministério do Meio
Ambiente perdeu poder fiscalizador para evitar desmatamento, invasões de áreas
indígenas e mineração ilegal.
Joe Biden, por sua vez, e seus Estados Unidos —
segundo maior emissor de poluentes do planeta — tentam assumir o protagonismo
nas negociações climáticas. O que é uma mudança significativa, escreve hoje no UOL Guilherme Castellar, especialmente
pouco após a gestão de Donald Trump.
Há uma semana, Bolsonaro chegou a escrever uma carta de Bolsonaro a Biden em
que o governo prometeu zerar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030.
Para amanhã, segundo interlocutores do Palácio do
Planalto e do Itamaraty, Bolsonaro sabe que será cobrado por outros líderes
acerca de visões controversas sobre a política ambiental brasileira, apurou o repórter Hanrrikson de
Andrade.
Por esse motivo, a ideia inicial do Planalto é
apresentar números, metas e buscar um afastamento da imagem ruidosa deixada durante a
abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações
Unidas) no ano passado — quando ele mentiu e distorceu fatos.
Em tese, a mudança do perfil discursivo de Bolsonaro
e o foco em uma postura classificada internamente como "moderada"
fazem parte de um esforço do governo brasileiro para melhorar o diálogo com a
comunidade internacional, sobretudo Estados Unidos e China.
Essa é uma demanda que se mostrou inevitável aos
interesses do país e resultou, inclusive, na troca de comando no Itamaraty —o
ex-ministro Ernesto Araújo, olavista e adepto de teorias sobre
"globalismo" e "marxismo cultural", foi substituído pelo
diplomata Carlos França.
O QUE MAIS VALE A PENA SABER
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seguem medidas sanitárias
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preocupa funcionários
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Fonte/Foto:
Clarice Cardoso, do UOL, em São Paulo
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