DEPUTADOS DO PARÁ NO RANKING DA GASTANÇA
Levantamento do Estadão sobre a irresponsabilidade com o dinheiro
público na Câmara Federal enche de vergonha o Pará. O deputado federal
Cristiano Vale (PL-PA) gastou R$ 325 mil só em viagens, é o segundo no
desonroso ranking. Beto Faro (PT-PA), com R$ 225,9 mil, é o oitavo na gastança.
A conduta indecente se destaca entre os 513 parlamentares da Câmara. Isso em
2020, ano em que as sessões do Congresso Nacional foram quase todas remotas,
devido à pandemia de Covid-19. Ou seja, enquanto milhares de paraenses morriam
e outros milhões passavam fome, eles desperdiçavam recursos que poderiam salvar
vidas e minorar o sofrimento da população.
A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar custeia passagens
aéreas, divulgação, alimentação, correspondência, aluguel de barcos, carros e
aeronaves, bem como seu abastecimento; participação em eventos e até conta de
celular. E o valor mensal não utilizado fica acumulado ao longo do ano. Cada
deputado federal dispõe de R$ 111.675,59 por mês para pagar até 25 secretários
parlamentares, em Brasília ou nos estados, contratados à livre escolha, com
salários que variam do mínimo a R$ 15.698,32. E os encargos trabalhistas como
13º, férias e auxílio-alimentação são pagos por fora, com recursos da Câmara.
Os deputados federais também recebem auxílio-moradia de R$ 4.253,00, isento de
Imposto de Renda. Ganham diárias nas viagens nacionais, de R$ 524,00. Nas
internacionais, a diária é de US$ 391 para a América do Sul, e de US$ 428 para
outros países. Ainda têm o vencimento fixo de R$ 33.763,00. Mas votaram a
proibição de reajuste de salários do funcionalismo público e agora vão votar
até o corte de salários. E nenhum deles abre mão do bilionário fundo partidário
e muito menos das benesses no Congresso.
è
por Franssinete Florenzano


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