CORONAVÍRUS | AS PRINCIPAIS INFORMAÇÕES SOBRE O IMPACTO DA PANDEMIA NO BRASIL

Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já deixou 15.250.804 contaminados e 623.897 mortos no mundo. No Brasil são 2.227.514 contaminados e 82.771 mortos. Os números são da Universidade Johns Hopkins.

AS CURVAS DA REABERTURA
Motivo de preocupação para especialistas e governantes, a flexibilização da quarentena não aumentou o número de casos de Covid-19 em cinco capitais brasileiras que foram fortemente atingidas no início da pandemia e já retomaram as atividades. É o que mostra o levantamento de VEJA que analisou as seguintes cidades: Belém (PA), São Luís (MA), Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Em todas elas, um mês e meio após o início da reabertura, o número de infecções continuou a cair, com pequenas oscilações no caminho. Houve também queda no número de novas mortes, exceto em São Luís. Apesar de as previsões sobre uma 2ª onda não terem se confirmado, é preciso cautela e respeito às normas sanitárias.
 


TUDO PELAS VACINAS
País mais afetado pela Covid-19, os Estados Unidos já se preparam para garantir que serão os primeiros a contar com a vacina contra a doença, assim que ela estiver disponível. Prova disso foi a investida de quase 2 bilhões de dólares para comprar cerca de 100 milhões de doses do imunizante que é produzido pela farmacêutica Pfizer e está em fase avançada de pesquisa. O volume equivale a toda a capacidade de produção inicial anunciada pela empresa. O presidente americano Donald Trump também autorizou aportes bilionários para outras companhias que trabalham no desenvolvimento de uma vacina, como Moderna, AstraZeneca e Novavax.


OS 'TIPOS' DE COVID
Um estudo realizado pelo King's College de Londres identificou seis tipos distintos de manifestações da Covid-19, por meio de seus sintomas. A descoberta indica que esses "patamares" diferentes da doença influenciam diretamente na gravidade do quadro de cada paciente, além de ajudar a prever quem necessitará de suporte respiratório durante a hospitalização. Os seis tipos detectados foram: similar à gripe, sem febre; similar à gripe, com febre; gastrointestinal; nível grave um – fadiga; nível grave dois – confusão mental; e nível grave três – abdominal e respiratório. A pesquisa levou em conta dados de cerca de 2.700 pacientes e ainda passará por revisão dos pares.


RISCO NAS AULAS
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou um estudo que estima um risco alto de novos contágios com a volta às aulas. A divulgação foi feita um dia após o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciar o cronograma de reabertura das escolas particulares da cidade. Segundo a Fiocruz, o retorno às aulas pode contaminar 9,3 milhões de brasileiros. A projeção foi realizada com base na Pesquisa Nacional de Saúde e levou em consideração os idosos e adultos com comorbidades que moram com as crianças e adolescentes no país. Para o epidemiologista Diego Xavier, que participou do estudo, a volta pode ser um risco aos que fazem parte do grupo vulnerável.


MÁSCARAS PARA AS CRIANÇAS
Depois que o Ministério da Saúde incentivou o uso de máscaras por toda a população para reduzir a propagação da Covid-19, todo mundo correu atrás da sua e até mesmo os bebês foram incluídos na linha de produção. Mas será que isso está correto? Matéria de VEJA Saúde mostra que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu um comunicado onde contraindica o uso do item em crianças menores de 2 anos, uma vez que, nessa fase, a máscara não se mostra uma ferramenta de proteção tão segura. Segundo a pediatra Susana Estefenon, da SBP, os pequeninos podem tocar no acessório para tentar tirá-lo e há até risco de sufocamento. "O ideal é ficar em casa", alerta.


AUXÍLIO PARA ARTISTAS
A Medida Provisória que define as regras do auxílio emergencial de 600 reais para trabalhadores da área cultural  foi aprovada pelo Senado, com alterações do relator Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB). Entre as mudanças está a obrigação de estados e municípios de apresentar uma lista dos beneficiados pela ajuda. A proposta prevê ainda um subsídio para manutenção de espaços artísticos, pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias, conforme previsto pela Lei Aldir Blanc, sancionada em junho. Por ter sido alterado, o texto da Medida Provisória voltará à Câmara dos Deputados para nova apreciação.

Fonte: Redação de VEJA

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