RESUMO DO DIA - EDIÇÃO DA MANHÃ | SEXTA-FEIRA, 27 DE SETEMBRO DE 2019
LAVA JATO USOU PROVAS
ILEGAIS DO EXTERIOR PARA PRENDER FUTUROS DELATORES
Em
novo capítulo da série de reportagens sobre as mensagens vazadas, UOL e
Intercept mostram que a força-tarefa da Lava
Jato em Curitiba obteve provas ilegais para prender alguns alvos considerados
prioritários, que depois seriam usados como delatores.
Por
meio de contatos na Suíça e em Mônaco, entre 2015 e 2017, os procuradores
trocavam informações fora dos canais oficiais, conforme indicam as mensagens
vazadas do aplicativo Telegram.
Essas
provas ilegais podem, inclusive, levar à anulação de processos, segundo
especialistas ouvidos pela reportagem.
As
conversas indicam ainda que o procurador Deltan Dallagnol utilizou esses dados
para prender em 2015 Renato Duque, ex-diretor da Petrobras.
A
legislação brasileira obriga que sejam firmados acordos de cooperação
internacional em matéria penal para que investigações usem informações apuradas
no exterior.
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Fonte/Foto: Eduardo Lucizano, do UOL


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