PARÁ: ESTADO PAGA EM OUTUBRO A PRIMEIRA PARCELA DO 13º SALÁRIO PARA ATIVOS E INATIVOS
Todos
os servidores públicos estaduais receberão a primeira parcela do 13º salário
entre os dias 8 e 10 de outubro, por determinação do governador do Pará, Helder
Barbalho. A iniciativa, inédita, foi anunciada na tarde desta terça-feira (24,)
em coletiva de imprensa na sede do governo do Estado, em Belém, ocasião em que
o chefe do Executivo confirmou a redução de 47,16% para 46,42% do
comprometimento do orçamento geral em consonância com o limite prudencial
estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O
adiantamento corresponde a 50% do valor total do 13º salário, sem os descontos,
que serão aplicados somente na segunda parcela. A medida injetará cerca de R$
300 milhões na economia do Estado, beneficiando os 100.540 servidores ativos e
os 46.816 inativos e pensionistas. A liberação dos valores, às vésperas da
maior festa religiosa dos paraenses não é uma coincidência. "Esta é uma
decisão do governo, fruto do ajuste fiscal e da responsabilidade com o
equilíbrio das contas públicas. Colocá-la em prática antes do Círio, festa
religiosa que faz parte do nosso calendário cultural, é um reconhecimento do
quão importante é este momento para todos", explicou Helder Barbalho.
Neste
mês, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) apresentou dados que demonstram a
eficiência fiscal do Pará na atual administração. A receita própria teve um
crescimento real de 9,5%, representando R$ 9,071 bilhões. Com a ampliação de
0,6% nos repasses federais, o melhoramento da arrecadação foi de 6,5% no âmbito
global.
Ajuste fiscal - O pagamento será feito nos dias 8, 09 e 10 de outubro (terça a
quinta-feira), conforme calendário a ser divulgado pela Secretaria de Estado de
Administração (Sead). A antecipação da primeira parcela do 13º é possível
graças ao equilíbrio nas contas públicas, reflexo do Decreto Estadual nº
01/2019, que prevê uma série de medidas de reestruturação e ajuste fiscal, como
contenção de gastos e despesas, e corte de 20% no número de temporários e horas
extras.
"Quando
assumimos, o Estado tinha de comprometimento com pessoal 47,16% das suas
receitas, ou seja, estava no limite prudencial da LRF. Ao longo desses nove
meses, diminuímos, como um dos primeiros atos de governo, o custeio da máquina
pública. Buscamos otimizar a mão de obra, para que este recurso pudesse dar
mais condições, fosse para honrar com compromissos, fosse para investir mais em
obras públicas", detalhou o governador.
Ele
reforçou que a meta é, até o fim do ano, chegar ao limite de alerta, de 46,16%,
o que dará ao Estado condições de encaminhar a pauta de discussão de
repactuação salarial com as categorias. Neste momento, com o atual percentual
de comprometimento do orçamento, o Estado poderia enfrentar processos de
improbidade administrativa ao conceder qualquer reajuste. "Quando
atingirmos esse objetivo, talvez sejamos o único estado da Federação a alcançar
essa condição, o que mostra saúde fiscal e consequências positivas de todos os
ajustes, saneando os atos realizados de maneira equivocada que culminaram em um
rombo de R$ 1,4 bi, criado pela gestão anterior", ressaltou Helder
Barbalho.
Fonte:
Agência Pará – Secretaria de Comunicação – Governo do Estado para
<amazôni@contece>


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