EM BELÉM-PA, DOM AZCONA PEDE PELO MARAJÓ
O
bispo emérito da Prelazia do Marajó, Dom José Luís Azcona, presidente do
Observatório de Direitos Humanos e Justiça Social do Marajó, apresentou
demandas do arquipélago ao governador Helder Barbalho, ontem à tarde, em
audiência no palácio do governo, em Belém do Pará. Os principais pleitos dizem
respeito ao déficit de defensores públicos em todo o Pará, à escassez de água
tratada e aos conflitos agrários, assim como políticas públicas para
enfrentamento eficaz à situação de pobreza dos municípios, que se reflete no
menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, em Melgaço.
Os
secretários de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado; de
Meio-Ambiente e Sustentabilidade, Mauro Ó de Almeida; e de Comunicação, Vera
Oliveira, participaram da reunião, além da primeira-dama Daniela Barbalho, do
vice-governador Lúcio Vale e sua esposa Andréa Vale. Durante a conversa o
governador telefonou para a defensora pública geral, Jeniffer de Barros, e
agendou desdobramentos com ela, o presidente do Iterpa, Bruno Kono, e o
secretário regional do Marajó, Xarão Leão, já para amanhã.
Helder
Barbalho relatou a recente entrega de 500 títulos de terra e os recursos que já
destinou aos municípios da região -em Breves o hospital regional não consegue
fazer hemodiálise porque não dispõe de água potável - e inclusive através de
programas federais para construção de poços em localidades ribeirinhas, e
garantiu que não vai tolerar crimes ambientais , frisando que os mais
vantajosos incentivos fiscais são para as empresas que investirem no
arquipélago marajoara, como forma de minorar a desigualdade.
Dom
Azcona foi acompanhado pelo vice-presidente do Observatório, professor Carlos
Alberto Batista Maciel, que é diretor de Relações Institucionais e Sociais da
Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Pará; pelo professor
diretor da Proex UFPA Edval Bernardino Campos, mestre em Planejamento do
Desenvolvimento e doutor em Ciência Política, coordenador do Grupo de Análise
de Políticas Públicas e Políticas Sociais na Amazônia; e pela jornalista e
advogada Franssinete Florenzano, membro da Comissão Justiça e Paz da CNBB Norte
2 (Pará e Amapá) e presidente da Academia Paraense de Jornalismo.
Fonte/Foto: uruatapera.blogspot.com.br/Agência Pará


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