AMAZONAS | SOBREVIVENTE DE QUEDA DE AVIÃO EM MANAUS ESTAVA A CAMINHO DE VELÓRIO DO IRMÃO EM PARINTINS
Dilvete Nunes Magalhães, de 45 anos, voltaria para cidade natal, quando
aeronave caiu, na tarde de segunda-feira (16)
A
dona de casa parintinense Dilvete Nunes Magalhães, de 45 anos, uma das
sobreviventes do acidente aéreo que ocorreu na segunda-feira (16), em Manaus,
estava indo para sua cidade natal participar do velório de um dos seus irmãos.
Ela estava na aeronave em companhia do marido, Antônio José Maciel de Oliveira,
de 60 anos, que também saiu vivo do acidente com o Cessna 208b Caravan.
É
o que contou a atendente de loja Emily Silva, de 24 anos, que está acompanhando
a dona de casa no leito nº 49 da clínica cirúrgica do Hospital e Pronto-Socorro
28 de Agosto, onde segue internada. A vítima sofreu uma fratura na perna
direita e costelas. Ela tem quadro estável de saúde e está recebendo
atendimento, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Susam).
“Ela
está bem e consciente, conversando, mas ainda sente muitas dores em virtude do
impacto que ela teve. Também está abalada e nervosa. Está aguardando um exame
de tomografia, que a médica pediu, e se
estiver tudo bem ela vai ter alta”, disse a atendente, que é uma conhecida da
vítima.
Segundo
Emily, Dilvete Magalhães chegou a comentar sobre o acidente. A vítima contou
que teve sorte, pois foi retirada da aeronave por outros sobreviventes que
conseguiram sair primeiro.
“Ela
ficou ‘lavada’ pelo combustível do avião, que caiu todo nela. Ela disse que a
sorte foi essa, pois o avião estava começando a pegar fogo. Os próprios
sobreviventes apagaram o fogo e socorreram uns aos outros”, comentou a
acompanhante.
No
leito, Dilvete diz que ter escapado com vida foi um livramento. Emily Silva diz
que a vítima balança a cabeça, concordando.
“Todos
falam que ela renasceu, pois cair um avião e sobreviver todos, somente com
ferimentos, é um livramento. Alguns já tiveram até alta, e logo, logo ela
também vai ter. Para mim, ajudar ela nesse momento representa muita coisa,
porque para uma pessoa que você conhece, e ver o acidente que ela teve, e ela
estar viva, é muito gratificante. É um livramento com uma história para ela
contar para todos. Para toda a vida, apenas com arranhões e machucados e após o
avião ter sido destruído”, completou Emily Silva.
O
companheiro de Dilvete, Antônio José Maciel de Oliveira, de 60 anos, teve uma
contusão na perna esquerda e continua em observação no Hospital e
Pronto-Socorro Platão Araújo.
Fonte/Foto: Paulo André Nunes – A Crítica/Reprodução


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