GARIMPANDO MEMÓRIAS: TV CULTURA RECUPERA RICO ACERVO DA TV AMAZONENSE
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| O teatrólogo Márcio Souza sendo entrevistado por Otoni Mesquita |
Hoje, em pleno 2016, os profissionais da TV Cultura do Amazonas
compartilham todas as vivências profissionais daquele período no programa
“Memórias”, veiculado sempre às segundas, às 21h
1970
e 1980. Nas TV’s do Brasil, havia um cenário de precariedade e criatividade que
imperava entre os equipamentos de reportagem nada modernos e mentes muito
ágeis. Os poucos recursos davam vazão às muitas lutas, principalmente porque
eram travadas em meio à ditadura limitar vigente na época, configurando um
verdadeiro crime à liberdade de expressão. Hoje, em pleno 2016, os
profissionais da TV Cultura do Amazonas compartilham todas as vivências
profissionais daquele período no programa “Memórias”, veiculado sempre às
segundas, às 21h.
No
projeto, o pesquisador e jornalista Otoni Mesquita media uma conversa informal
entre importantes nomes que passaram pela TV Cultura do Amazonas. A iniciativa
veio por meio de um projeto de recuperação de fitas da emissora, o qual Otoni
coordena. “Eram fitas que estavam abandonadas na TV, e sobreviveram graças à
atenção de profissionais da própria TV que entendiam aquele significado. Uma
parte havia ido ao lixo anos atrás. No início, foi mais uma recuperação técnica
de acervo”, explica Otoni.
Duração
A
recuperação do acervo por si só, de certo modo, incomodou Mesquita. “Fiquei
incomodado de lidar com a técnica e não lidar com as memórias. Começamos a
fazer entrevistas, mas depois as conversas que eram pra durar cinco minutos
duraram uma hora”, diz ele, lembrando que até hoje já foram veiculados quatro
episódios do projeto. A cantora Kátia Maria, o teatrólogo Márcio Souza e o
professor Renan Freitas Pinto são alguns dos nomes que participam do projeto.
O
pretexto inicial das conversas é a TV em si, com a importância das memórias da
TV. “Mas estão vinculadas à história da cidade. É muito comum eu questionar de
tudo, sobre o tema da ditadura também, um período em que eles atuaram, e sobre
quais eram as condições da TV, que tinha precariedade, mas criatividade. O
Renan, a Matilde Hosannah e Célia Lopes ressaltam que a TV não tinha tantas
condições e que havia uma polivalência, porque os profissionais tinham que
dominar várias funções. Eles falam que tinham que ser até atores, que tinham
que apresentar o programa”, coloca Otoni.
Frase
"A
partir do depoimento da Célia Lopes e Matilde Hosannah, começamos a convidar as
pessoas mais citadas nas conversas. Porque além das pessoas que passaram
décadas na TV, tiveram pessoas que fizeram contribuições pontuais, como no caso
do Márcio Souza, que contribuiu na década de 70 deixando um fruto forte, que
ajudou a criar um núcleo de cinema na TV naquela época” (Omar Gusmão, produtor
do programa).
Fonte/Foto: Laynna Feitoza – A Critica/Reprodução


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