FESTIVAL DE PARINTINS 2016: CAPRICHOSO ENCERRA O FESTIVAL CANTANDO O POVO DE PARINTINS
O azul e branco agitou sua torcida e arrancou aplausos
da Comissão Julgadora
O Caprichoso encerrou sua
participação do 51º Festival Folclórico reverenciando os negros. O azul e
branco destacou a importância da matriz africana e dos nordestinos no processo
de formação cultural do boi-bumbá de Parintins.
A apresentação do bumbá iniciou
com participação especial da cantora Paula Gomes, parintinense conhecida na
cidade por cantar MPB em voz e violão. Cantando a toada “Amazônia, Encontro dos
Povos”, de Ronaldo Barbosa, Paula e o levantador de toadas David Assayag
decantaram o povo negro e seus movimentos de resistência, como a Cabanagem,
revolução popular ocorrida no estado do Pará, entre os anos de 1835 e 1840.
Fabiano Neves destacou o orgulho do Caprichoso em ser negro, representando a
força e a bravura dos afrobrasileiros.
As toadas “Amazônia nas Cores do
Brasil” e “Somos Marujada de Guerra” levantaram a galera do Caprichoso que
iniciou seu momento alegórico repetindo o módulo central da alegoria de Juarez
Lima, trouxe o Boi Caprichoso de dentro do coração da mãe natureza. O momento
amazônico surgiram os itens
Porta-Estandarte, Sinhazinha da Fazenda, Amo do Boi e Vaqueirada.
A Cunhã-Poranga , Maria Azedo,
surgiu em uma alegoria mesclada dos artistas Juarez Lima e André Amoedo. Amoedo
é o responsável pela Lenda Amazônica “Juma”, que desabou na manhã da última
sexta-feira após a tempestade que caiu em Parintins. Maria evoluiu aos jurados,
mesmo sem valer pontuação, e em seguida se juntou aos coreógrafos da galera do
Caprichoso.
Um Caprichoso gigantesco trouxe à
arena a Rainha do Folclore Brena Dianná. Ao som da toada Boi Brasileiro, Brena
levou o público presente a se alegrar e arrancou aplausos da comissão
julgadora. O item Rainha do Folclore não conta pontos na última noite de
apresentação.
Sensibilidade
Uma das toadas que mais emocionam
a torcida do Caprichoso foi apresentada como Toada, Letra e Música na última
noite de apresentação. Sensibilidade, de Adriano Aguiar, foi cantada por David
Assayag e por toda a nação azul e branca. Após o encerramento da toada, alguns jurados
aplaudiram efusivamente o levantador do Caprichoso.
Ritual
O artista Oséas Bentes foi
responsável pelo ritual indígena Juri’jurihuve, da tribo parintintin. O rito
relata a história entre o duelo entre onças e uma ariranha que surge das
profundezas das águas para aterrorizar os parintintin. Liderados pelo pajé, a tribo
consegue espantar a fera do mal e há festa para comemorar a libertação.
Fé
e homenagens
O Caprichoso encerrou sua
apresentação reverenciando a padroeira de Parintins, Nossa Senhora do Carmo, e
ao artista que revolucionou o Festival Folclórico no final da década de 1970,
Jair Mendes. Seu Jair, como é carinhosamente conhecido, dançou como tripa do
Boi Caprichoso por alguns instantes e emocionou a torcida do azul e branco.
Agressão e Confusão
Nem tudo foi festa na
apresentação do Caprichoso. Antes do disparo do cronômetro, o animador do boi,
Klinger Araújo, relatou ao público presente uma possível agressão sofrida por
um dos fiscais do azul e branco e que, inclusive, virou caso de polícia
conforme relatado pelo REPÓRTER PARINTINS.
Durante a apresentação, uma fiscal do Garantido e o tripa do Caprichoso
protagonizaram um princípio de confusão. Mayse Garcia relata que foi provocada
por Markinho Azevedo. Por sua vez, o diretor administrativo do Caprichoso,
Elias Michilles, relata que Mayse fez tudo de maneira intencional e que já
houve problemas semelhantes, com mesma fiscal, na primeira noite do festival.
Fonte/Foto: João Carlos | Repórter Parintins/Igor de Souza –
Agnaldo Corrêa

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