SIMÃO JATENE INTEGRA TIME DE ESPECIALISTAS EM SÉRIE SOBRE A AMAZÔNIA
O governador Simão Jatene foi destaque no quarto
episódio da série 'Amazônia, Sociedade Anônima', apresentada pelo 'Fantástico'
O governador do Estado,
Simão Jatene, foi destaque no quarto episódio da série “Amazônia, Sociedade
Anônima”, apresentada pelo programa “Fantástico”, da Rede Globo, no último
domingo, 12. Neste capítulo, o quadro falou sobre os investimentos em grandes
projetos de energia e mineração na região e os impactos que esse tipo de
empreendimento gera na vida de quem tira o sustento da floresta e dos rios. A
reportagem durou pouco menos de onze minutos e, nas duas oportunidades em que
foi ouvido, Simão Jatene reiterou a necessidade de revisão do modelo de
responsabilidades e ações que atualmente prevalece na implantação desses
projetos, na Amazônia.
“Essas áreas (de grandes
projetos) se transformam em ‘territórios federais’, mas, quando tem um
problema, a polícia que é requisitada é a Polícia Militar do Estado. O serviço
de saúde que tem que atender, que vai ser pressionado, é o do Estado. A
reprodução do padrão de hidrelétrica que se tem construído na Amazônia, a fazer
da mesma forma, eu acho que não é caminho para nós. Seja hidrelétrica, seja
grande mineradora. Não dá!”, enfatizou Jatene, ao fazer uma relação direta
entre o que é disponibilizado, em recursos, para a instalação e viabilização
dos projetos e o que é direcionado para a melhoria dos serviços básicos nas
cidades impactadas pelos empreendimentos.
O conteúdo da série
exibida pelo “Fantástico” mostrou que, até 2020, cerca de R$ 100 bilhões serão
investidos em 92 projetos de geração de energia hidroelétrica, na região
amazônica. O número preocupa especialistas do Brasil e de outras partes do
mundo e coloca em xeque a viabilidade de alguns empreendimentos, dada a
quantidade de conflitos que podem gerar. O caso mais recente, também mostrado
na reportagem, diz respeito à usina hidrelétrica prevista para o rio Tapajós,
no oeste paraense, onde índios de várias etnias já se mobilizam para impedir a
construção da barragem.
“O que me causa
perplexidade é que a gente, 40 anos depois de experiências com grandes
projetos, continua reproduzindo esse tipo de coisa. E aí você termina
transformando a área numa área de profunda tensão. Aquilo que no passado a
gente sentia, que chegava e tirava a riqueza, agora não, chega um monstro
desorganiza a vida aqui, nossa, e sobra o quê?”, questionou Simão Jatene,
fazendo referência ao modelo de diálogo e negociação usado por empresas
públicas e privadas junto às comunidades tradicionais e povos ribeirinhos,
durante o processo de estudos e implantação desses projetos.
Liderança – A participação
de Simão Jatene em reportagens de TV, rádio, meios impressos e internet em
âmbito nacional, nos últimos meses, coloca as opiniões do governador paraense
entre as mais importantes quando o assunto é o uso racional da floresta e o
desenvolvimento da região amazônica. O tom do discurso, voltado não para o
impedimento desses projetos, e sim para a garantia de ações que permitam à
Amazônia receber do país tanto quanto tem oferecido ao restante da nação, é o
que mais desperta o interesse da mídia especializada, em todo o Brasil.
Foi essa opinião balizada
que despertou, nos últimos meses, o interesse da revista “Veja”, dos jornais
“Valor Econômico”, “Folha de São Paulo” e “Estado de São Paulo”, do programa
“Roda Viva”, da TV Cultura de São Paulo; além de participações em várias
reportagens de exibição nacional para as emissoras de TV Globo, SBT e Record. O
documentário, exibido em capítulos pelo “Fantástico” e dirigido por Estevão
Ciavatta, pode ser assistido neste link.
Fonte/Foto:
Pedro Paulo Blanco - Secretaria de Estado de Comunicação/Ag. Pará de Notícias


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