CAPRICHOSO ABRE A TERCEIRA NOITE DO FESTIVAL FOLCLÓRICO DE PARINTINS, NO AM
Concluindo as homenagens ao centenário, boi ressaltou
origens.
Apresentação marcou despedida da sinhazinha da
fazenda, Thainá Valente.
O Caprichoso abriu a
terceira e última noite do 48º Festival Folclórico de Parintins, a 369
quilômetros de Manaus. Neste domingo (30), o bumbá fechou as homenagens ao
centenário, com o resgate das origens do Boi. A agremiação preparou alegoria
homenageando os fundadores. A apresentação também marcou a despedida da
sinhazinha da fazenda, Thainá Valente. O festival começou na sexta-feira (28) e
termina neste domingo. Na segunda-feira (1º), será anunciado o vencedor desta
edição do evento.
O Caprichoso entrou na
arena ao som da canção 'Nossa Senhora', de Roberto Carlos, na voz do levantador
de toadas David Assayag. Em seguida, o apresentador Junior Paulain puxou o coro
que cantou o 'Parabéns pra você' em homenagem ao centenário do Boi da estrela na
testa.
Na primeira alegoria, uma
homenagem a ícones da história do boi azul, entre eles, a jornalista da TV
Amazonas, Daniela Assayag, ex-cunhã-poranga da agremiação. O Caprichoso
apareceu pela primeira vez na arena em uma alegoria que exaltava os 100 anos do
bumbá.
A porta-estandarte, Rayssa
Tupinambá, surgiu de dentro de uma estrela no meio da arena. Já o pajé Waldir
Santana, surgiu com uma fantasia rica em detalhes tribais. Personificado de
pajé Mativa da aldeia Yuirimagua, o item conduziu as tribos, e posteriormente
os Tuxauas para evoluírem no Bumbódromo.
Na sequência, a Lenda
Amazônica apareceu em uma alegoria que privilegiou os répteis, de onde surgiu a
cunhã-poranga Maria Azêdo, personificada como Urutura - esposa de Yaraware. Transmutada em camaleão,
a bela desceu na arena e brincou com os lagartos, que, enfeitiçados, a seguiram
como servos.
A celebração indígena
'Filhos da Mundurukânia' homenageou as tradições com oito tribos representadas.
Nesse momento, Junior Paulain resolveu convocar a galera, perguntando quem já
havia tomado uma cuia de tacacá. A alegoria da tacacazeira, um dos símbolos da
região Norte, entrou em cena.
Enquanto a alegoria, que
abusou dos efeitos mecânicos, preparou um tacacá em um tamanho fora dos
padrões, uma tacacazeira preparou a iguaria dentro da alegoria, servindo
Paulain e o amo do boi, Edilson Santana.
A rainha do folclore,
Brena Dianná surgiu de uma alegoria da Catedral de Parintins. Ousada nos
movimentos, ela homenageou o centenário do Caprichoso.
Da Catedral surgiu ainda a
sinhazinha da fazenda, Thainá Valente, que com toda graça e beleza foi recebida
na arena pelo apresentador Junior Paulain. Este é o último ano de Thainá como
sinhazinha. Emocionada, ela chorou na arena e agradeceu o carinho.
A emoção da sinhazinha
ficou ainda maior quando seu amado Caprichoso entrou na arena para a evolução.
Suspenso por uma estrutura de ferro, o boi azul passou por cima da galera, como
uma verdadeira estrela no céu.
No ritual indígena 'Gavião
- Ikolen', personificado como o místico xamã Ikolen, o pajé Waldir Santana
vestiu uma fantasia que abusou dos efeitos pirotécnicos, criando um espetáculo
de fogo, já no fim da apresentação.
Antes do boi da estrela na
testa encerrar a participação nesta edição do festival, o apresentador Junior
Paulain ainda apresentou os principais itens individuais do Bumbá, fazendo nova
homenagem à sinhazinha Thainá Valente.
Fonte/Fotos:
Marcos Dantas – G1 AM/Marina Souza





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