OPERAÇÃO PRENDE ACUSADOS DE FRAUDAR EMISSÃO DE CNH NO PARÁ
Os preços cobrados pelos esquemas variavam de R$ 1,2 a
R$ 4 mil e dependiam do pacote de serviços oferecidos aos candidatos.
A Polícia Civil do Pará
deflagrou a “Operação Blitz” na manhã desta terça-feira (7), para prender
acusados de fraudar a emissão de Carteira Nacional de Habilitação (CNH). São 69
pedidos de prisões preventivas e 86 mandados de busca e apreensão, incluindo
membros de alguns Centros de Formação de Condutores (CFC), as chamadas
auto-escolas, que facilitavam o processo de emissão por meio fraudulento.
A operação é realizada em
parceria com o Ministério Público do Estado e o Poder Judiciário, nos municípios
de Belém, Ananindeua, Bragança, Capanema, Cametá, Moju, Castanhal, Abaetetuba,
Paragominas, Tomé-Açu e Conceição do Araguaia, assim como na capital do
Amazonas, Manaus, o que demonstra que o esquema era interestadual, pois
envolvia transferência de processos de habilitação entre outros Estados.
“A investigação policial
teve início há um ano, quanfo foram detectados indícios das fraudes. Todas as
Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) foram investigadas, quando
descobriu-se que as fraudes envolviam a venda de CNHs”, explica o delegado
geral Rilmar Firmino.
De acordo com as
investigações, as pessoas sequer realizavam os exames determinados pelo Código
de Trânsito Brasileiro. “A Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público,
fez uma representação junto ao Poder Judiciário, que decretou 69 mandados de
prisões e 86 de busca e apreensão a serem cumpridas em 18 municípios nos
estados do Pará e Amazonas”, completa. Dos envolvidos com a prisão decretada,
30 deles são servidores públicos, entre eles o Procurador Geral do Departamento
de Trânsito do Pará (Detran).
Os preços cobrados pelos
esquemas fraudulentos variavam de R$ 1,2 a R$ 4 mil e dependiam do pacote de
serviços oferecidos aos candidatos inabilitados. O valor também variava
conforme a categoria pretendida. A Polícia Civil também confirmou que o esquema
envolvia transferência de processos de habilitação entre outros Estados.
Os candidatos davam início
ao processo de habilitação em alguns estados da Federação (como Amazonas ou
Goiás) e finalizavam no Pará. As investigações continuam durante todo o dia. No
final da tarde, o delegado geral concederá entrevista para dar detalhes de toda
a operação.
Detran
O superintendente do
Detran, Walter Pena, ressaltou que a Operação Blitz teve total apoio da direção
do órgão e que, às vezes, “é necessário cortar na carne para sanear a
administração pública”. Walter Pena ressaltou também que, logo no primeiro ano
de governo, foram detectadas as irregularidades nas estatísticas sobre a
emissão de CNHs no Pará.
De cada 10 solicitadas,
nove eram aprovadas. A média nacional é a emissão de quatro para cada dez
solicitadas. “A operação vem sendo executada há um ano pela Polícia Civil e
mostra que as suspeitas levantadas tinham fundamento e que era necessário agir
dentro da legalidade para sanear ações administrativas no Detran”.
Fonte/Foto:
Portal Amazônia/Divulgação


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