OLHAR APURADO | MENOS ARMAS NAS MÃOS DOS BRASILEIROS; O ÓCIO DESTRUTIVO DO GOLPISTA PRESO E MAIS

 

Empunhar armas ficou um pouco mais difícil no Brasil hoje
George Frey/ Reuters

Com decreto assinado ontem pelo governo, um civil não poderá mais ter 60 (60!) armas, "somente" 16, 4 de uso "restrito" (esse termo deixou de fazer sentido, não?) às forças de segurança. Quem fiscaliza passa a ser a PF, em vez do Exército. A medida, segundo Leonardo Sakamototenta produzir efeito de pacificação na política, restringindo o golpismo armado, e na vida cotidiana. "Uma sociedade ultrapolarizada e armada produz mortos em uma quantidade maior do que uma sociedade tolerante e desarmada", constata.

Madeleine Lacsko, no UOL News, elogiou a fala de Lula no evento, que conteve um aceno republicano às polícias. "Ele fala uma coisa para tirar as pessoas desse binarismo besta" e "faz um discurso que tira essa questão do fetiche sobre arma. Ele fala de uma coisa bem mais complexa e que precisa ser endereçada".

 
Diego Ventura, de camiseta amarela, durante o 8/1
Diego Ventura, de camiseta amarela, durante o 8/1
Reprodução
 
  
O ócio destrutivo do golpista preso

Passeios por Brasília com armas e rádios comunicadores, uma detenção inócua pela polícia, organização de acampamentos golpistas, muitos posts idem nas redes sociais, uma invasãozinha do STF com direito a chutes em grades de contenção no 8/1. Depois de tudo isso, já foragido, ainda teve participação em uma tal "Assembleia Nacional da Direita Brasileira". Esses foram os últimos meses de Diego Ventura, preso ontem.

Chico Alves percebe que, a julgar pelo encontro em Campos dos Goytacazes, os sujeitos que senadores como Girão, Mourão e Marinho (o do choro) chamam de 'coitados' continuam tramando contra a democracia. "O perfil dos participantes é daqueles personagens que repetem o lema "Deus, pátria e família", para fazer exatamente o contrário dos ensinamentos cristãos, o inverso do que se espera de um patriota e de comportamento nada familiar", diz.

Josias de Souza se espanta com a rotina descrita brevemente ali no primeiro parágrafo. "Está entendido que o ódio vadio tornou-se um meio de vida no Brasil. Resta saber agora de onde gente como o preso Diego Ventura retira os recursos que enchem a sua geladeira", aponta.



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