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MERCADO FINANCEIRO
 
IBC-Br e IGP-10 trazem combo de dados otimistas para a economia. CVCB3 sobe 5,63% com passagens aéreas mais baratas.
 
 
Por Camila Barros
 
 
Hoje veio um combo de dados melhores do que o esperado para a economia: o IBC-Br, uma espécie de prévia mensal do PIB, e o IGP-10, um índice de inflação.
 
Mesmo assim, os dados não ajudaram a reverter um movimento de realização de lucros do Ibovespa, que fechou em queda de 0,39% – depois de ter registrado alta em 8 das 10 sessões anteriores. Na semana, o Ibov acumulou uma alta de 9,62%. O movimento acompanhou as bolsas americanas. O S&P 500 caiu 0,36%. E na semana foram 2,58% no verde.
 
Aos dados: o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,56% em abril na comparação com março. É mais do que a expectativa dos analistas consultados pela Refinitiv, que apostavam em alta de 0,20% para o mês.
 
O índice foi criado pelo Banco Central para acompanhar o desempenho econômico com uma frequência mensal – dado que auxilia nas decisões de política monetária. Apesar de ter uma metodologia diferente da auferida no cálculo do PIB, que é medido trimestralmente pelo IBGE, o IBC-Br costuma ser visto como um bom termômetro do produto interno bruto.
 
Com o resultado de abril, o IBC-Br agora acumula alta de 3,88% em 2023 e de 3,43% em 12 meses.
 
Já o IGP-10 cravou uma deflação de 2,2% em junho. Com o resultado, o acumulado do ano é de -4,14%; em 12 meses, -6,31%. No mesmo mês do ano passado, o índice mostrava alta de 10,40% em 12 meses.
 
Ele é medido pela FGV e calcula a variação mensal de preços até o dia 10 de cada mês – ou seja, começando pelo dia 11 do mês anterior. E vem dividido em três indicadores: o IPA, que acompanha os preços ao produtor, o IPC, para preços para o consumidor, e o INCC, dos custos para a construção civil.
 
O que mais puxou o IGP-10 para baixo foram preços relacionados às commodities, com destaque para: óleo diesel (que acumula queda de 15,80% em um ano), milho (-15,63%) e bovinos (-6,17%).
 
Mesmo com a queda em suas matérias primas (grãos e gado), os frigoríficos caíram em bloco. Motivo: o Ministério da Agricultura confirmou quatro novos casos de gripe aviária no país, elevando o total para 36. BRF caiu 1,07%; Marfrig, que não mexe com aves mas é a principal acionista da BRF, -4,11%. JBS, dona da Seara, -1,87%.
 
 
CVCB3: 5,63%
Entre as quedas nos preços aos consumidores, o que mais chamou a atenção foram as das passagens aéreas: -8,98% no mês e -11,47% no ano.
 
Ótima notícia para a CVC, agência de viagens que se beneficia com as passagens mais em conta. Com isso, CVCB3 fechou em alta de 5,63% – a maior do Ibovespa hoje.
 
Os papéis já vinham em um rali de alta desde ontem, quando a companhia anunciou uma oferta de novas ações para reforçar seu capital de giro.
 
Inicialmente, serão 83 milhões de ações, mas o número pode aumentar caso haja demanda. Dependendo da quantidade de papéis ofertados, o follow-on pode movimentar de R$ 340 milhões a R$ 680 milhões.
 
De volta ao IGP-10: ao consumidor final, veio uma deflação de 0,18% no mês, com seis das oito categorias apresentando queda – entre elas alimentação, transporte e vestuário. Um sinal de que o IPCA de junho pode mesmo vir com deflação, como previu Roberto Campos Neto na segunda. E aí teríamos portas ainda mais abertas para o início da queda nos juros. Sextemos com essa expectativa.
 
Bom fim de semana.
 
 
MAIORES ALTAS
CVC (CVCB3): 5,63%
Dexco (DXCO3): 3,06%
SLC Agrícola (SLCE3): 2,94%
CPFL Energia (CPFE3): 2,89%
Azul (AZUL4): 2,79%
 
MAIORES BAIXAS
Carrefour (CRFB3): -6,46%
Rumo (RAIL3) -4,75%
Assai (ASAI3): -4,18%
Via (VIIA3): -4,14%
Marfrig (MFRG3): -4,11%
 
Ibovespa: 0,39%, aos 118.758 pontos. Na semana, alta de 9,62%.
 
Em Nova York
S&P 500: -0,36%, aos 4.409 pontos
Nasdaq: -0,68%, aos 13.689 pontos
Dow Jones: -0,31%, aos 34.301 pontos
 
Dólar: 0,36%, a R$ 4,81. Na semana, queda de 1,16%.
 
Petróleo
Brent: 1,24%, a US$ 76,61
WTI: 1,58%, a US$ 71,93

Minério de ferro: 0,12%, negociado a US$ 114,68 por tonelada na bolsa de Dalian, na China
 
 
 

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