OLHAR APURADO | BRASIL FREGUÊS DOS AFRICANOS; PLANALTO INSATISFEITO COM CMPI E MAIS

 

O Mané de Senegal comemora gol sobre a seleção que já teve seu Mané, em outra encarnação
Carlos Rodriges/Getty

O 4 a 2 para Senegal ajuda a compor um histórico em que fica difícil discordar de Juca Kfouri: viramos fregueses das seleções africanas. Ou, como lembra Menon, o Mané que importa agora é o deles, e talvez não nos classificássemos para a Copa se disputássemos as eliminatórias no continente de Camarões, Marrocos e Senegal. No mesmo diapasão, Milly Lacombe sentencia: com choque de realidade, a seleção foi apresentada ao seu tamanho no mundo hoje.

O episódio reforçou a opinião de colunistas que acham insano, com essa crise, esperar por Carlo Ancelotti. Milton Neves, aqui, e Renato Maurício Prado, aqui, expressam essa opinião. E PVC, sempre lúcido, lembra: até agora, Ancelotti e o Real Madrid não deram um pio sobre o suposto acordo. "Todo mundo que jamais acreditou na CBF hoje avaliza o que a CBF diz", anota.

Dureza.

 
Silvinei Vasques, em depoimento à CPMI do 8/1
Silvinei Vasques, em depoimento à CPMI do 8/1
Roque de Sá/Agência Senado
 
  
CPMI do Golpe começa com depoimento de ex-diretor da PRF

A CPMI do 8/1 começou com o depoimento do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques. Aquele que, no dia do segundo turno do pleito, mandou pararem os ônibus que transportavam prováveis eleitores de Lula no Nordeste. O depoente afirmou que seria impossível coordenar uma ação golpista tão grande. Para Leonardo Sakamotoa justificativa é tosca: "O que ele está falando é o seguinte: 'Uma trama desse tamanho vazaria pelo WhatsApp'. Precisa avisar todo mundo, meio que uma coisa de desenho animado? 'Ei, pessoal, vamos fazer um plano maligno'. Imagina, desde quando golpe funciona assim?".

De qualquer forma, o Planalto não ficou muito feliz com o passeio do policial pelo Congresso, revela Kennedy Alencar. Ele adianta que o governo vai intervir e tentar coordenar melhor a sua bancada.





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