Bom dia! Um dia após a Meta brilhar na bolsa, subindo 23% ontem, as big techs voltam a ser protagonistas das atenções em Wall Street. Dessa vez, porém, o cenário não é positivo. O trio de gigantes Apple, Amazon e Alphabet (do Google) divulgou seus balanços após o fechamento de ontem, e todos os três de alguma forma vieram com números considerados fracos, refletindo a desaceleração econômica global e queda na demanda no último trimestre de 2022. A Apple, por exemplo, registrou uma queda de 13% no lucro líquido e também sua primeira queda na receita desde 2019. A demanda mais fraca, que levou a uma queda nas vendas de iPhone e Macs, explica parte do problema; outro fator, segundo a própria empresa, foram as restrições pandêmicas na China, que paralisaram ou reduziram a capacidade de produção. (Nesse ponto, o viés é até positivo, visto que o país asiático reabriu de vez e as disrupções logísticas e operacionais já não assustam tanto.) Os papéis da maçã amanhecem em queda de 3,4% no pré-market. No caso da Alphabet, o que assustou foi a queda na receita proveniente da publicidade: o total foi de US$ 61,2 bilhões em 2021 para US$ 59 bilhões (-3,6%). É a primeira queda do tipo desde o baque da pandemia, em 2020. A empresa culpou, também, o cenário macroeconômico ruim para todo mundo, que afasta anunciantes do seus serviços de busca e também do YouTube. No mês passado, o Google anunciou que demitiria 12 mil funcionários, visto a piora. Ontem, a CFO da empresa Ruth Porat confirmou que o ritmo de contratações em 2023 vai “diminuir significativamente”. As ações da Alphabet abrem o dia em queda de 4,7% refletindo o balanço fraco. A Amazon também assustou; as vendas no segmento online caíram 2% no último trimestre, e, dado o clima da empresa, o buraco é mais embaixo. O CFO da empresa, Brian Olsavsky, já avisou investidores que os próximos trimestres serão fracos e que os números devem continuar piorando, já adiantando o pessimismo com os papéis da empresa. No pré-market, as ações da gigante do varejo caem mais de 5%. Resultado: o combo de pessimismo do trio faz os índices futuros americanos amanhecer no vermelho; o que mais sangra é justamente o Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, com queda de 1,5%. Um dado importante que investidores aguardam agora é o payroll, relatório de empregos nos EUA. Ele indica a que ritmo anda a economia americana e ajuda o mercado a tentar prever os próximos passos do Fed. O payroll sai às 10h30 do horário daqui. No Brasil, a novela política segue. Desta vez, a notícia do dia é que Lula voltou a atacar a autonomia do Banco Central, criticou as metas de inflação e também o patamar atual dos juros. Nada de muito novo, é verdade, mas que pode reacender as tradicionais desconfianças do mercado com o novo governo. A ver. Bons negócios. |
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