Bom dia! Hoje é daquelas segundas-feiras que começam com a ressaca do final de semana. A agenda do dia é fraca, mas serve para organizar a semana, que será agitada. Vamos aos principais acontecimentos que nos aguardam. Na quarta, o Fed (BC dos EUA) anuncia a nova taxa de juros do país, sob a ampla expectativa de que o aumento da “Selic” deles será de modestos 0,25 ponto percentual. Modestos porque o Fed fez quatro aumentos de 0,75 p.p. ao longo do ano passado, e depois tascou, na última reunião do ano, um reajuste de 0,50 p.p. O movimento elevou a taxa de juros americana para 4,5%, patamar que não era visto desde 2007, quando a crise financeira bateu à porta. Lá, o foco ainda é conter a inflação que persiste acima dos 6%, enquanto a meta é de 2%. Trata-se de uma Super-Quarta. Além da decisão do Fed, o Banco Central brasileiro também se reúne nesta semana. Por aqui, a coisa anda menos emocionante. O Copom tem a tarefa de reduzir a inflação para 3,25%, e sustenta a Selic em 13,75% há meses. Um corte na taxa de juros é algo para o segundo semestre, de acordo com as expectativas de economistas. Em reuniões assim, a emoção fica por conta do comunicado, publicado no dia, e da ata da reunião, que sai dias depois. A expectativa é por recados ao governo Lula, que chegou brigando com a meta de inflação, considerada agressiva demais. Para arrematar, na quinta o Banco Central Europeu também decide o rumo que dará à taxa de juros do bloco. A semana será marcada ainda pela temporada de balanços. Depois que o mês virar, Apple, Amazon, Google, Facebook e cia divulgam os resultados do quarto trimestre. Os números da Microsoft saíram na semana passada. Hoje, as big techs são as chefonas da bolsa americana. Uma desaceleração no crescimento dessas empresas significa, de alguma forma, a desaceleração da economia dos EUA (e global). E há sinais de que isso esteja acontecendo, dada a onda de demissões rolando nas techs. A desaceleração global é o grande bicho-papão dos investidores hoje. E tem tudo a ver com a alta de juros, o remédio amargo que vem sendo aplicado para domar a inflação covidiana. Falando em economia fraca, a Alemanha divulgou nesta segunda que o PIB do país encolheu 0,2% no quarto trimestre, enquanto o mercado apostava em estabilidade. Na comparação anual, o crescimento foi de 1,1%. O Brasil poderia passar ao largo desse começo de semana azedo. A China voltou do feriado de Ano-Novo Lunar com alta nos preços do minério de ferro, uma boa notícia para a Vale. E o petróleo opera estável, outro indicativo de que o Ibovespa poderia fingir que a ansiedade gringa não atravessa o Atlântico. Ainda assim, o EWZ, o ETF da bolsa brasileira em Nova York, começou a semana pessimista, queda de 1,07% no pré-mercado. Trata-se daquele dia que o investidor preferiria ter esquecido de colocar o despertador para tocar. |
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