O Instituto Zuckerberg de Resseguros, ops, a Meta, empresa anteriormente conhecida como Facebook, levou uma nova pancada após a divulgação do balanço do 3T22. Derretia 20% nesta manhã, no pré-market da Nasdaq depois de divulgar sua segunda queda de receita seguida e um lucro 52% menor que o do mesmo período do ano passado. No 3T21, tinham sido US$ 9,2 bi. Agora, US$ 4,4 bi. A dona do Instagram e do WhatsApp valia US$ 1 trilhão outro dia mesmo, em setembro de 2021. Agora caiu para US$ 280 bilhões. Uma queda de 72%. Claro que comparar com Magalu (queda de 85% desde o pico) ou IRB Brasil (97%) é sacanagem. Os US$ 4,4 bilhões no trimestre deixam a empresa de Mark Zuckerberg com um P/L (preço/lucro) de 10. Ou seja, seu valor de mercado equivale a 10 vezes o lucro dos últimos 12 meses. O da Magalu é de quase 200. E o IRB nem tem P/L, pois dá prejuízo. P/Ls baixos, tipo 10 mesmo, simplesmente indicam que a empresa está saudável e o preço da ação acomodou-se num patamar que dá para chamar de racional. O problema é que, no mundo das big techs, os investidores estão acostumados àquilo que o economista Robert Shiller batizou como "exuberância irracional": aposta-se em aumento acelerado, constante, brutal, nos lucros. Para sempre. Mas todo carnaval tem seu fim – como deixaram claros não só o balanço da Meta, mas também os da Alphabet (Google) e da Microsoft. Apple e Amazon divulgam seus resultados logo mais nesta quinta. Os futuros desta manhã são a mais completa tradução do mau humor (ou da racionalização de preço) do mundo big tech. Os da Nasdaq, bolsa ancorada em empresas de tecnologia, acordaram caindo 0,65%. Os do Dow Jones, de empresas mais tradicionais, apontavam na outra direção: alta de 0,44%. E o S&P 500, que junta as 500 maiores empresas americanas num bolo só, fazia meio de campo, no zero a zero (0,04%). Por aqui, balanço bittersweet para a Ambev. Queda de 13,4% no lucro neste 3T22, comparado ao 3T21, para R$ 3,2 bilhões. Ainda assim, o lucro antes de juros, impostos e outras deduções contábeis (Ebitda) veio maior que que o esperado: R$ 5,6 bi, contra R$ 5,2 do consenso apurado pela Refinitiv. A ver como o mercado "racionalizará" o resultado desta empresa com P/L de 17 – ou seja, com a ação 70% mais cara que as da Magazine Zuckerberg. Boa quinta :) PS: maus agouros para Vale e cia: o minério está caindo 4% lá na China. |
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