Segundou? Sem o azedume dos americanos para estragar a festa, o Ibovespa abriu a semana com o pé direito: alta de 1,21% nesta segunda-feira, aos 112.203 pontos. O otimismo foi sustentado pelas ações ligadas às commodities, com a Vale (VALE3) subindo sólidos 3,66% e ajudando a firmar o índice no azul. O petróleo também ajudou. O preço da commodity disparou quase 3% no mercado internacional após a Opep+, o cartel que reúne importantes produtores de petróleo, decidir cortar sua produção em 100 mil barris diários em outubro, voltando aos níveis de produção do mês de agosto. É o primeiro corte da Opep+ em mais de um ano. E ocorre mesmo com a pressão americana para abrir a torneira de petróleo e aumentar a oferta, dada a onda de inflação que atinge o país (e o mundo) com força. O preço da commodity vinha caindo com o temor de uma recessão global, especialmente com a desaceleração recente da economia chinesa e com a trajetória dos juros nos EUA, que não devem parar de subir tão cedo. A decisão da Opep+ vem para evitar um desabamento total dos preços, então. Nisso, os papéis da PetroRio dispararam 6,45%, e os da 3R Petroleum subiram 3,49%. As ações da Petrobras, porém, não acompanharam: queda de -0,2%. Outra commodity ajudou o índice: o preço do minério de ferro subiu 4% hoje na bolsa da Dalian (China). Ao mesmo tempo que os lockdowns voltam a assombrar o país – mais de 65 milhões de chineses estão sob quarentena após crescimento dos casos de Covid-19 –, o governo chinês sinaliza que vai oferecer apoio a economia do país, que mostra sinais de desaceleração há algum tempo, inclusive com cortes nos juros. O movimento deu forças aos papéis da Vale, a toda-poderosa do Ibovespa: alta de 3,66%, figurando entre as maiores do dia. O volume financeiro da bolsa, porém, foi fraco: R$ 19,3 bilhões (num dia normal, costuma rondar os R$ 30 bi). Isso porque é feriado de Dia do Trabalho nos Estados Unidos, o que tirou os investidores americanos da jogada. De certa forma, pode ter sido positivo: nos últimos dias, o mau-humor tem dominado Wall Street, e já são três semanas seguidas em que o S&P 500 fecha em baixa. O motivo é a mesma novela de sempre: o Fed já anunciou que os juros seguirão subindo até que a inflação seja controlada. Nisso, o pessimismo acaba respingando por aqui. Hoje, porém, o Ibovespa conseguiu deixar essa amargura de lado e focou na valorização das commodities. Não que o cenário internacional para além dos EUA esteja a mil maravilhas. As bolsas da Europa fecharam em fortes baixas nesta segunda-feira, com a crise energética voltando a ser o foco das atenções. A estatal russa Gazprom adiou a retomada das operações do gasoduto Nord Stream 1 (que liga a Rússia à Alemanha), que estava prevista para sábado, alegando a descoberta de um novo vazamento. O preço do gás voltou a disparar com a notícia, e as bolsas caíram. Em Frankfurt o tombo foi de 2,20%; em Paris, de 1,20%. A exceção foi Londres, onde a bolsa fechou estável (0,07%) após a confirmação do nome de Liz Truss como primeira-ministra – algo já esperado, mas que fecha um ciclo de instabilidade iniciado após a renúncia de Boris Johnson. Por aqui, o destaque do dia fica para as ações do Grupo Pão de Açúcar, que fecharam o pregão em forte alta de 9,72%. O salto reflete notícias que circularam na mídia nos últimos dias sobre uma eventual volta do empresário Abílio Diniz ao comando da companhia. Em comunicado, porém, a empresa negou as informações. Até amanhã! Maiores altas Pão de Açúcar (PCAR3): 9,72% Petrorio (PRIO3): 6,45% JHSF (JHSF3): 3,97% SulAmerica (SULA11): 3,77% Vale (VALE3): 3,66% Maiores baixas Positivo (POSI3): -2,68% Marfrig (MRFG3): -2,41% Banco do Brasil (BBSA3): -2,12% IRB Brasil (IRBR3): -1,64% Embraer (EMBR3): -1,57% Ibovespa: 1,21%, aos 112.203 pontos Em Nova York Feriado, sem pregão Dólar: -0,59%, a R$ 5,1540 Petróleo Brent: 2,93%, a US$ 95,75 WTI: 2,35%, a US$ 88,91 Minério de ferro: 3,98%, cotado a US$ 99.86 por tonelada em Dalian, na China |
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