Bom dia!
A manhã desta quinta só começa de verdade às 9h15. É quando o Banco Central Europeu anunciará a nova taxa de juros do bloco. Será o segundo aumento em 11 anos – o primeiro, de 0,50 ponto percentual, foi em julho.
E investidores não sabem muito bem o que esperar: as apostas estão em outro aumento de 0,50 ponto ou uma paulada tipo Fed, de 0,75 ponto percentual. Com um detalhe: o BCE subiu os juros em 0,75 p.p. uma única vez, lá no começo da criação do Euro, e 1999.
Enquanto o resultado não vem, as bolsas vão marcando passo. Na Europa, não há uma direção única, enquanto nos EUA, os futuros passaram o começo da manhã trocando de sinal, alternando entre discretas altas e baixas, até encontrar alguma sustentação.
A alta de juros na Europa é uma medida para tentar conter a inflação, o mesmo que faz o Fed e outros bancos centrais do mundo. O BCE vinha resistindo a enxugar dinheiro da economia porque, por lá, as altas de preços estão concentradas principalmente nos custos de energia.
Não se trata de um excesso de dinheiro, mas de falta de produto. Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, os preços do gás dispararam. Os russos estão usando o combustível que move indústrias e esquenta casas no inverno como uma arma de guerra.
E teve ainda a disparada do petróleo, aquela que o globo todo sentiu, não apenas os europeus. E aqui a notícia é um pouco melhor: os preços do petróleo voltaram aos patamares de janeiro – pré-guerra. O barril de Brent era negociado nesta manhã ao redor de US$ 88. É uma alta em relação a ontem, mas discreta.
É uma notícia positiva para os bancos centrais, que ganham um aliado no combate à inflação. Ainda assim, trata-se de um sinal ruim para a economia: queda do petróleo significa que a economia global como um todo está esfriando.
E isso, por sinal, também não é boa notícia para o Brasil, já que nossas exportações de suco de dinossauro vão gerar menos dólares para a economia. Do lado das empresas, a Petrobras também deve ter um dia difícil – e deixar o Ibovespa com o freio de mão puxado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário