REVISTA VOCÊ S/A | ABERTURA DE MERCADO HOJE

 

Abril Comunicações
ABERTURA DE MERCADO
 
Petróleo é negociado abaixo de US$ 90 pelo segundo dia seguido.
 
 
Por Tássia Kastner e Camila Barros
 
 
Bom dia!
 
A manhã desta quinta só começa de verdade às 9h15. É quando o Banco Central Europeu anunciará a nova taxa de juros do bloco. Será o segundo aumento em 11 anos – o primeiro, de 0,50 ponto percentual, foi em julho.
 
E investidores não sabem muito bem o que esperar: as apostas estão em outro aumento de 0,50 ponto ou uma paulada tipo Fed, de 0,75 ponto percentual. Com um detalhe: o BCE subiu os juros em 0,75 p.p. uma única vez, lá no começo da criação do Euro, e 1999.
 
Enquanto o resultado não vem, as bolsas vão marcando passo. Na Europa, não há uma direção única, enquanto nos EUA, os futuros passaram o começo da manhã trocando de sinal, alternando entre discretas altas e baixas, até encontrar alguma sustentação.
 
A alta de juros na Europa é uma medida para tentar conter a inflação, o mesmo que faz o Fed e outros bancos centrais do mundo. O BCE vinha resistindo a enxugar dinheiro da economia porque, por lá, as altas de preços estão concentradas principalmente nos custos de energia.
 
Não se trata de um excesso de dinheiro, mas de falta de produto. Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, os preços do gás dispararam. Os russos estão usando o combustível que move indústrias e esquenta casas no inverno como uma arma de guerra.
 
E teve ainda a disparada do petróleo, aquela que o globo todo sentiu, não apenas os europeus. E aqui a notícia é um pouco melhor: os preços do petróleo voltaram aos patamares de janeiro – pré-guerra. O barril de Brent era negociado nesta manhã ao redor de US$ 88. É uma alta em relação a ontem, mas discreta.
 
É uma notícia positiva para os bancos centrais, que ganham um aliado no combate à inflação. Ainda assim, trata-se de um sinal ruim para a economia: queda do petróleo significa que a economia global como um todo está esfriando.
 
E isso, por sinal, também não é boa notícia para o Brasil, já que nossas exportações de suco de dinossauro vão gerar menos dólares para a economia. Do lado das empresas, a Petrobras também deve ter um dia difícil – e deixar o Ibovespa com o freio de mão puxado.
 
 
 
• Futuros S&P 500: 0,13%
• Futuros Dow: 0,14%
• Futuros Nasdaq: 0,11%
*às 8h07
 
 
• Índice europeu (EuroStoxx 50): 0,15%
• Bolsa de Londres (FTSE 100): 0,21%
• Bolsa de Frankfurt (Dax): -0,22%
• Bolsa de Paris (CAC): 0,40%
*às 8h06
 
 
• Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -0,43%
• Bolsa de Tóquio (Nikkei): 2,31%
• Hong Kong (Hang Seng): -1%
 
 
• Brent*: 0,55%, a US$ 88,48
• Minério de ferro: 3,19%, a US$ 100,25 por tonelada em Singapura
*às 8h12
 
 
9h15 Banco Central Europeu divulga taxa de juros da Zona do Euro; às 9h45, a presidente do BCE, Christine Lagarde, concede entrevista
 
10h10 Presidente do Fed, Jerome Powell, participa de debate
 
12h EUA publicam dados de estoques de petróleo
 
 
Apple multada em R$ 12,2 milhões
Na terça, o Ministério da Justiça multou a Apple em R$ 12,2 milhões e mandou suspender a venda de iPhones que vierem sem carregador. A companhia parou de incluir carregadores na caixa dos aparelhos quando lançou o iPhone 12. O objetivo, segundo a empresa, era reduzir a pegada de carbono dos produtos. A Justiça brasileira, no entanto, afirmou que a medida não demonstrou resultados concretos na proteção do meio ambiente. A Apple disse que vai recorrer. Ontem, a empresa fez seu evento de lançamento do iPhone 14 nos Estados Unidos – que, ops, também virá sem carregador.
 
Endividamento cresce
Em agosto, o endividamento no Brasil bateu um novo recorde: 79% das famílias brasileiras estão endividadas. Em julho, eram 78%. O número de inadimplentes (pessoas que atrasaram o pagamento de contas ou de dívidas) também subiu, e agora atinge 29,6% dos lares do país. Do total de inadimplentes, 10,8% disseram que não terão como pagar as contas atrasadas. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC.
 
 
Energia suja na Europa
Para enfrentar o corte de fornecimento de gás natural da Rússia, a Europa está investindo bilhões de euros em combustíveis fósseis para conseguir estocar energia durante o inverno. Um levantamento estima que, até o final da estação, os governos europeus terão gastado € 50 bilhões em combustíveis, incluindo importação de gás do exterior e compra de carvão para abastecer usinas anteriormente desativadas. No meio disso, a meta de zerar as emissões de carbono até 2050, claro, ficou em segundo plano. Aqui, o Financial Times fala sobre como a crise energética pode atrasar o cumprimento de metas ambientais.
 
Reforma trabalhista em 2023
A reforma trabalhista está na mira dos presidenciáveis nos discursos de campanha. Lula fala em reformar a reforma, enquanto Bolsonaro tenta emplacar o projeto da Carteira Verde e Amarela. Ciro diz que quer aposentar a CLT e colocar um novo código de trabalho no lugar, e Tebet afirma que é preciso rever a lei para incluir direitos para trabalhadores informais. A Folha elencou as propostas trabalhistas dos quatro candidatos à frente das pesquisas, e explicou o que pode acontecer com a reforma no ano que vem.

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.