Bom dia!
Nada como um feriado. As bolsas americanas reabrem nesta terça com o otimismo típico de quem teve um final de semana prolongado: os contratos futuros dos principais índices indicam que Wall Street voltará a sorrir. E o bom humor ajuda a espalhar alguma esperança pelo mundo, ainda que os EUA mesmo não tenham nenhuma notícia positiva (nem negativa, ok) para justificar a expectativa de alta.
O noticiário pesado está na Europa e na China. No velho continente, a União Europeia negocia medidas para conter a alta de preços do gás – que seja na marra, colocando um teto, algo que tradicionalmente investidores tendem a rejeitar. Com o quadro de calamidade se instalando, parece a solução menos pior.
Há ainda o socorro às empresas do setor de energia em andamento, o que evita uma quebradeira generalizada. Houve analista dizendo que o setor corria o risco de repetir Lehman Brothers.
O gás ainda não voltou a fluir no gasoduto russo, mas pelo menos os ânimos esfriaram e as bolsas voltaram a subir. O petróleo também ajuda na equação, caindo quase 3% nesta manhã.
A alta de ontem, provocada pelo anúncio de que a Opep+ (o cartel dos exportadores da commodity) cortará a oferta de petróleo, foi fogo de palha para investidores. Acontece que os sinais de desaceleração global persistem – também porque a restrição de gás na Europa tem tudo para desacelerar a economia global.
E a China tampouco ajuda. O país promete um novo pacote econômico para estimular a atividade no país, mas lockdown, seca e até terremoto são um combo pesado demais até para os chineses.
O minério de ferro até deu uma subida de madrugada, mas depois inverteu o sinal. Com as duas principais commodities da bolsa em queda, fica difícil esperar que o Ibovespa acompanhe o sinal positivo lá de fora.
Bons negócios.
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