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ABERTURA DE MERCADO
 
JP Morgan diz que pouso suave na economia global é mais provável.
 
 
Por Tássia Kastner e Camila Barros
 
 
Os Estados Unidos começam a manhã preparados para emplacar o quinto pregão consecutivo de alta. A trégua no pessimismo está calcada na expectativa de que a inflação também está finalmente cedendo por lá.
 
As apostas dos economistas ouvidos pela Refinitv indicam que os preços tenham acumulado alta de 8,1% em 12 meses até agosto, ligeiramente abaixo dos 8,5% de julho.
 
O que tem ajudado no alívio é a queda nos preços dos petróleo. O barril do tipo brent chegou a ser negociado abaixo dos US$ 90 na semana passada. Se recuperou para a faixa de US$ 94, mas ainda é relativamente barato quando comparado com o pico de US$ 130 no primeiro semestre. Confirmadas as expectativas de investidores, o que importa é o que virá daqui para frente.
 
O otimismo nas bolsas não é só com a queda da inflação e tampouco leva em consideração a possibilidade de o Fed não subir os juros em 0,75 p.p. na reunião da próxima semana. O horizonte está um pouquinho mais a frente: as altas de juros vão causar uma recessão ou não?
 
O J.P. Morgan tirou o pé do pessimismo e acha que agora é mais provável que haja um pouso suave. Com a inflação começando a desacelerar, a confiança na economia global parou de piorar. É como se investidores tivessem sido pessimistas demais, e agora têm espaço para ajustar as expectativas. Bom.
 
Só tem um problema nessa previsão: na Europa, os preços continuam escalando. Por lá, as altas de juros mal começaram, e há ainda a crise do gás. A guerra na Ucrânia recrudesceu, e o bloco se prepara para não receber gás russo durante o inverno. Tudo mais constante, haverá recessão na Alemanha, o que deve afetar todos os colegas da União Europeia.
 
Por ora, investidores estão tratando de ver o copo meio cheio. Governos se articularam para economizar gás e implantar um plano pesado de intervenção no mercado, de modo a garantir que não haja um colapso quando o inverno chegar. Pelo menos na bolsa, o plano já tem impactos positivos. Os preços do gás e da energia começaram a ceder nesta semana. O otimismo que reina em Wall Street também está presente na Europa.
 
Esse alívio ajudou a puxar a valorização do euro ante o dólar, depois de ele ter sido negociado abaixo da paridade 1 euro = 1 dólar.
 
E é esse combo que tem puxado a bolsa brasileira também. Ontem, o Ibovespa lutou bravamente pelos 114 mil pontos. Ainda que não tenha conseguido segurar a marca, ainda fechou em uma alta de respeito. Quem sabe hoje? O mundo parece estar colaborando. Bons negócios.
 
 
• Futuros S&P 500: 0,63%
• Futuros Dow: 0,61%
• Futuros Nasdaq: 0,60%
 *às 8h03
 
 
 Índice europeu (EuroStoxx 50): 0,51%
• Bolsa de Londres (FTSE 100): 0,32%
• Bolsa de Frankfurt (Dax): 0,52%
• Bolsa de Paris (CAC): 0,48%
*às 8h02
 
 
 Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 0,42%
• Bolsa de Tóquio (Nikkei): 0,25%
• Hong Kong (Hang Seng): -0,18%
 
 
 
 Brent*: 1,11%, a US$ 95,04
• Minério de ferro: -0,10%, a US$ 102,20 por tonelada em Singapura
*às 8h01
 
 
Áustria: Opep divulga relatório mensal de petróleo
9h IBGE divulga pesquisa de serviços referente a julho. Expectativa é de alta de 0,7%, mesmo crescimento registrado em junho
9h30 Departamento do trabalho americano divulga inflação oficial de agosto. Expectativa é de alta de 8% em 12 meses, desaceleração em relação a julho
 
 
 
Imposto mínimo global
Em outubro do ano passado, 136 países membros da OCDE assinaram um acordo para criar um imposto mínimo de 15% sobre o lucro de grandes empresas. A ideia é evitar que multinacionais transfiram suas sedes para paraísos fiscais. Em junho deste ano, a Hungria vetou a proposta que implementaria de vez o imposto na União Europeia. Com o veto, os outros 26 países do bloco também ficam impedidos de estabelecer a alíquota mínima. Mas a Europa tem pressa. Alemanha, França, Holanda, Itália e Espanha concordaram em se unir para avançar com a adoção da proposta já em 2023. Na semana passada, o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, disse que o grupo pensará em maneiras de contornar o veto da Hungria, caso o país mantenha a restrição.
 
Gás de cozinha mais barato
Ontem, a Petrobras anunciou que vai reduzir o preço do GLP, o gás de cozinha vendido em botijão. A partir desta terça, o valor cobrado nas distribuidoras cai 4,7%: de R$ 4,23 por quilo para R$ 4,03 por quilo. O botijão de gás convencional, usado nas residências, pesa 13 quilos. Segundo a Petrobras, ele passa a custar, em média, R$ 52,39 – queda de R$ 2,60.
 
A última redução no preço do gás de cozinha aconteceu em abril deste ano. Antes disso, o combustível vinha numa trajetória de alta: reajuste de 16,1% em março de 2022, 7,2% em outubro de 2021 e 6% em julho do mesmo ano.
 
 
TikTok andou para que Reels pudesse correr
A Meta, já enferrujada, não está conseguindo acompanhar o ritmo de crescimento acelerado do jovem TikTok. Um documento interno vazado do Instagram mostra que o engajamento do Reels vem caindo (-13,6% nas últimas quatro semanas), e a maioria dos usuários da rede social não está, digamos, viciada na ferramenta. Juntos, os usuários do Instagram gastam 17,6 milhões de horas por dia assistindo Reels – menos de um décimo das 197,8 milhões de horas que os usuários do TikTok passam por dia na plataforma. O Wall Street Journal conta o que mais o documento revelou (e quais conclusões podemos tirar dele).
 
Carreiras quentes
Crise é uma palavra que começa a sair do vocabulário dos CEOs brasileiros. 94% deles estão otimistas com o próximo ano, e metade das empresas pretende abrir novas vagas de trabalho para acelerar o crescimento. O Guia Salarial da consultoria de recrutamento Robert Half, divulgado com exclusividade pela Você S/A, mostra quais são os cargos que estarão em alta no ano que vem, e como andam as remunerações nessas áreas.
 

 

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