Em 1988, o Brasil encerrava definitivamente o período de exceção que começou com o golpe militar de 1964. Foi neste ano, em 5 de outubro, que a nova
Constituição foi promulgada. Apontava-se o País para o futuro, sobretudo em busca de resolver as questões econômicas e sociais.
A Constituição era a conclusão de um processo de
redemocratização do Brasil que começou anos antes, no começo da década de 1980.
Hoje, dia 7 de setembro de 2022, será o dia mais importante desde então.
Em Brasília, Rio de Janeiro e de certa maneira em todo o Brasil, atos serão realizados majoritariamente por apoiadores do presidente
Jair Bolsonaro , que busca a reeleição. Ao fim do dia, saberemos se as manifestações ficaram dentro das quatro linhas dessa mesma Constituição.
Para entender a importância do 7 de Setembro de 2022, sugiro a leitura da coluna de
Eliane Cantanhêde. Para a colunista, o presidente usa o bicentenário como último lance, ou ofensiva, para tentar virar o jogo da eleição. Ou a guerra.
Em outra análise, o repórter especial
Marcelo Godoy mostra como um general lembrou da postura de seus colegas americanos, que disseram ao então presidente Donald Trump que usar um desfile militar para fins políticos não era o que se fazia nos Estados Unidos, mas coisa de ditadores.
Para entender o 7 de Setembro, sugiro acompanhar a cobertura em tempo real do
Estadão. Haverá também análises e uma série de reportagens mostrando os desdobramentos das manifestações.
Por enquanto, deixo vocês com a coluna de Paulo Hartung.
É democracia ou democracia. Até amanhã.
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