Bom dia! Foi uma semana agitada nas bolsas mundo afora, mas, hoje, os investidores enfrentam uma sexta-feira de agenda esvaziada. Na falta de novos indicadores, porém, voltam os fantasmas que assombram o mercado há algum tempo. No caso, a incerteza sobre o próximo passo do Fed, banco central americano, parece predominar hoje, com os contratos futuros americanos apontando para baixo. Só ontem, dois membros do comitê americano, James Bullard (Saint Louis) e Esther George (Kansas City) tiveram falas que indicaram que o Fed não deve parar sua trajetória de altas tão cedo. O objetivo do banco central é colocar a inflação, atualmente em 8,5%, de volta aos 2%. E parece estar disposto a fazer isso mesmo que signifique colocar a economia americana em uma recessão. O grande mistério é sobre o próximo aumento de juros, decidido pelo Fed em setembro. O mercado ainda não entrou em consenso se será um da mesma magnitude do último – 0,75 p.p. – ou se optará por um movimento mais brando, de 0,5 p.p. Essa incerteza não é tão comum – geralmente, o próprio órgão dá dicas dos seus próximos passos nas atas das reuniões. Mas o último documento do tipo veio fraco, sem grandes pistas, dando a impressão de que nem mesmo o BC americano sabe o que vem pela frente. Muito mais do que falas pontuais dos dirigentes locais do Fed, que muitas vezes mais confundem do que de fato dão diretrizes assertivas, os investidores agora esperam o encontro anual do Fed em Jackson Hole, onde o banco central terá a oportunidade de passar uma mensagem mais clara e direta. Por aqui, os investidores brasileiros também seguem acompanhando a novela americana, mas o Ibovespa já se mostrou capaz de descolar do humor gringo e subir por conta própria nessa semana. Na quarta, por exemplo, a valorização do petróleo ajudou a Petrobras, que conseguiu colocar o índice no azul mesmo com o mau humor em Wall Street. E o pregão de ontem mostrou que o dinheiro gringo voltou a entrar com força na bolsa brasileira, o que impulsiona, principalmente, os papéis considerados baratos após quedas recentes (em especial, ações do varejo e tecnologia). Nos primeiros meses de 2022, diga-se, foi o fluxo estrangeiro que sustentou altas robustas no Ibov mesmo com períodos de azedume em Nova York. A história volta a se repetir? A ver. Boa sexta. |
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