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ABERTURA DE MERCADO
 
Mercado busca entender qual o trajeto dos juros americanos.
 
 
Por Júlia Moura 
 
 
A ata do Fed divulgada ontem deixou investidores um tanto quanto desnorteados. O documento que retrata a última reunião de política monetária do BC americano deixou em aberto quais passos a autoridade pretende tomar para frear a inflação sem causar um dano tão grande na economia.
 
No fim de julho, o Fed subiu a Selic dos americanos em 75 pontos percentuais, levando-a para a faixa de 2,25% a 2,50% ao ano. A próxima decisão virá apenas no fim de setembro e o mercado espera mais 0,5 pp ou 0,75 pp de aumento.
 
Ao mesmo tempo que a ata não grava o caminho dos juros em pedra, foi sinalizado que taxas mais altas vão prevalecer por “algum tempo", mas a frequência de altas de juros não deve ser tão intensa, levando em conta este outro trecho:
 
“Os integrantes [do Fed] avaliaram que, conforme a política monetária fica mais apertada, provavelmente se tornará apropriado em algum momento reduzir o ritmo de alta de juros, enquanto eles avaliam os efeitos dos ajustes cumulativos da política monetária sobre a atividade econômica e a inflação”.
 
Uma coisa é clara: o Fed demonstrou uma preocupação maior com a inflação do que com a desaceleração da economia de fato. Também, pudera: o país ostenta um pleno emprego e a queda do PIB não tem se mostrado tão assustadora: -1,6% no primeiro trimestre e -0,9% no segundo. Duas quedas seguidas configuram recessão técnica, o que é rechaçado por parte dos economistas, que apontam resiliência de outros indicadores econômicos, como a taxa de desemprego de apenas 3,6%.
 
Enquanto isso, o CPI (o “IPCA” dos EUA) soma um avanço anual de 8,5% em julho e o PCE (semelhante ao CPI, mas com peso maior a bens e serviços) subiu 6,8% em junho. As taxas são assustadoras para o país, que não via uma inflação tão grande desde os anos 1980.
 
Com tantas variáveis na mesa, resta ao mercado buscar alento em falas dos membros do comitê de política monetária do Fed até o mês que vem. Qualquer pista está valendo.
 
Bons negócios!
 
 
• Futuros S&P 500: 0,06%
• Futuros Nasdaq: 0,01%
• Futuros Dow: 0,05%
 *às 8h01
 
 
• Índice europeu (EuroStoxx 50): 0,41%
• Bolsa de Londres (FTSE 100): -0,07%
• Bolsa de Frankfurt (Dax): 0,74%
• Bolsa de Paris (CAC): +0,36%
*às 8h01
 
 
 Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -0,87%
• Bolsa de Tóquio (Nikkei): -0,96%
• Hong Kong (Hang Seng): -0,80%
 
 
 
 Brent: 1,54%, a US$ 95,09
• Minério de ferro: 0,44%, a US$ 102,00 a tonelada na bolsa de Cingapura
*às 7h05
 
 
9h30: pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA até 13/08
9h30: PIB do Chile no segundo trimestre de 2022
11h: vendas de moradias usadas nos EUA em julho
14h20: presidente do Fed de Kansas City, Esther George, discursa sobre perspectiva econômica
14h45: presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, participa de sessão de perguntas e respostas na ONG YPO (Young Presidents Organization)
 
 
Gás de cozinha: novo vilão do orçamento
Em 12 meses, o gás encanado disparou 26,29%, e o gás de botijão 21,36%. Para ambos, o aumento representa mais que o dobro do IPCA de julho, que ficou em 10,07%. O gás de cozinha conseguiu destronar a energia elétrica do posto de vilão do orçamento doméstico. No ano passado, em meio à pior crise hídrica do país em 90 anos, as contas de luz disparam. Este ano, com o aumento das chuvas e o empurrãozinho da redução de ICMS sobre combustíveis e energia elétrica, as contas de luz passaram a cair. Em um ano, a energia elétrica residencial caiu 10,77%.
 
 
Quintou: a jornada de trabalho de quatro dias
Dois terços das empresas consideram mais fácil atrair e reter talentos com semanas de 32 horas. E a produtividade de algumas companhias que testaram o sistema cresceu mesmo com a carga menor. Será a redução de jornada o futuro do trabalho? A gente te conta aqui.
 
 
Após o fechamento do mercado: Arco Educação e Stone

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