UM TURBANTE INCOMODA MUITA GENTE...
O juiz da classe jurista do Tribunal Regional Eleitoral do Pará,
advogado Diogo Conduru, divulgou nota de esclarecimento explicando que o
processo de registro de candidaturas ainda está em fase inicial e não há
qualquer manifestação sua em relação a Lívia Noronha, do PSOL PA, que denunciou
em suas redes sociais ser vítima de racismo, por ter sido intimada a trocar a
foto que a qual aparecerá nas urnas este ano. A candidata a deputada estadual
tem como marca visual o uso de turbantes coloridos, e como em 2020 usou a peça
na foto da urna, sem qualquer problema, avisou que “não tiraria o turbante nem
baixaria a cabeça”. O imbróglio ganhou repercussão e o TRE Pará de pronto se
pronunciou, frisando que assegura às candidatas e candidatos a utilização de
indumentária e pintura corporal étnicas ou religiosas, conforme dita a
Resolução TSE nº 23.609/19. Explicou, também, ter informado a ela que sua
fotografia estava em desconformidade com o estabelecido pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE). A regra determina, dentre outras especificações, enquadramento
frontal. Após a diligência, Lívia apresentou a mesma foto, mas cumprindo o
estabelecido pelo TSE. Assim como todos os outros, seu processo ainda seguirá
para julgamento.
O juiz Conduru reforça que tem compromisso com a luta antirracista
e defende que essa discussão é válida e necessária em todos os setores da
sociedade para romper os paradigmas estruturais. Pontua, ainda, que eventual
mal-entendido não pode ser utilizado para desqualificar o debate sobre o tema.
Lívia tem 32 anos, é mulher negra e mãe. Graduada e Mestre em
Filosofia Contemporânea pela Universidade Federal do Pará, atuou como
professora substituta da UEPA, no curso de Filosofia, e professora colaboradora
da UFPA, no curso de Educação do Campo, além de coordenadora geral e
idealizadora do cursinho (R)Existência.
Fonte/Foto: Franssinete Florenzano, em
URUÁ-TAPERA


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