Quem diria: a Petrobras (PETR4) se tornou a maior pagadora de dividendos do mundo no segundo trimestre deste ano, deixando para trás companhias como a Nestlé, Rio Tinto (mineradora concorrente da Vale) e até a Microsoft. O top 10 é esse aqui: Petrobras Nestlé Rio Tinto China Mobile Mercedes-Benz Group BNP Paribas Ecopetrol Allianz Microsoft Sanofi
Bem, no fim do mês passado a estatal brasileira havia anunciado a distribuição de R$ 87,8 bilhões relativos ao período de abril a junho. Era recorde e equivalia a duas PEC Kamikaze, o pacote de bondades do governo para tentar alavancar a popularidade às vésperas da eleição. A comparação não é à toa. É que o dividendo turbo da Petro veio na esteira da pressão de Brasília. A PEC fez pingar R$ 600, e não R$ 400, na conta de quem recebe o auxílio emergencial, além dos R$ 1.000 por mês para caminhoneiros e taxistas. Alguém precisaria pagar essa conta. No começo, ficou pendurado num decreto de calamidade pública, mas pegou tão mal na Faria Lima que o governo fez chover dividendos para não comprar fiado. Bom para o acionista da Petro, que levou R$ 6,70 por ação na conta. O ranking de maiores pagadoras de dividendos do mundo é feito pela gestora Janus Henderson, e foi publicado inicialmente pelo Infomoney. Os dados divulgados hoje foram referentes ao segundo trimestre. A Petro é a única brasileira na lista – mas foi acompanhada pela colombiana Ecopetrol no top 10. O trimestre foi marcado pela disparada nos preços do petróleo, o que obviamente turbinou o lucro das companhias do setor. Na máxima, o brent se aproximou dos US$ 130 por barril. O patamar hoje é outro. Nesta quarta, o brent bambeou, mas engatou a segunda alta consecutiva e terminou em alta de 1%, a US$ 101,22. A Petro acompanhou (mais ou menos) e subiu 0,60%. E quase não foi o bastante para manter o sinal positivo do Ibovespa. O principal índice do país oscilou bastante durante o dia. Chegou a subir com folga acima dos 113 mil pontos e a operar no negativo. No fim, fechou praticamente estável. A bolsa brasileira tem vivido uma espécie de queda de braço entre cair por um mundo em recessão, que demanda menos commodities x qual será a oferta delas após uma seca brutal no hemisfério norte. No fim o que pesou foi uma previsão do instituto Aço Brasil prevendo desaceleração do setor, segundo o serviço Bom Dia Mercado. A Vale caiu mais de 3%. Daí fica fácil entender por que o Ibovespa quase fechou no vermelho. Isso num dia em que os Estados Unidos voltaram a sorrir, ainda que timidamente. Os três principais índices avançaram modestamente, o bastante para interromper a sina negativa. A notícia do dia foi o anúncio do perdão de US$ 10 mil em dívidas estudantis, uma espécie de FIES dos gringos – alô, Ciro? O fato é que o mundo segue lidando com o risco de uma recessão virando a esquina. Dias de notícias positivas – tipo essa da Petrobras – estão mais para exceção do que regra. Até amanhã.
Maiores altas CVC (CVCB3) 11,28% Magazine Luiza (MGLU3) 8,43% Natura (NTCO3) 8,33% Positivo (POSI3) 8,09% Minerva (BEEF3) 5,65% Maiores baixas IRB (IRBR3) -5,19% Usiminas (USIM5) -3,60% Suzano (SUZB3) -3,23% Vale (VALE3) -3,22% Locaweb (LWSA3) -2,80% Ibovespa: 0,04%, a 112.898 pontos Nova York Dow Jones: 0,19%, a 32.971 pontos S&P 500: 0,30%, a 4.141 pontos Nasdaq: 0,41%, a 12.432 pontos Dólar: 0,24%, a R$ 5,1112 Petróleo Brent: 1%, a US$ 101,22 WTI: 1,23%, a US$ 94,89 Minério de ferro: 0,52%, a US$ 102,70 por tonelada no porto de Qingdao
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