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Abril Comunicações
ABERTURA DE MERCADO
 
Crise energética pesa sobre preços da Zona do Euro. Enquanto isso, a commodity caminha para seu terceiro mês seguido no vermelho.
 
 
Por Bruno Carbinatto
 
 
Bom dia!
 
Um novo recorde: a inflação na Zona do Euro fecha agosto em 9,1% na comparação anual, superando as expectativas do mercado, que esperava que o número se estabilizasse em torno dos 8,9%. No meio do caminho, porém, havia uma crise energética mais dura do que o previsto.
 
A escalada nos preços pressiona agora o Banco Central Europeu (BCE), que vive com atraso a mesma novela que o Fed já viveu. A expectativa do mercado é que haja um aumento na taxa de juros de 0,75 pontos percentuais por lá na próxima reunião do BCE, que ocorre na próxima semana.
 
Por falar em Fed, hoje às 9h15 sai o relatório da criação de vagas no setor privado dos EUA (o ADP) – uma espécie de aquecimento para o payroll, dado oficial de desemprego do país, divulgado na sexta. O dado é essencial para mostrar quão forte anda a economia americana – e, portanto, aumentar ou diminuir os temores de recessão no país enquanto o Fed assume uma postura cada vez mais agressiva contra a inflação.
 
O petróleo, por sua vez, segue em trajetória de queda e derrete mais de 3% na manhã desta quarta-feira. Com o risco de recessão nos EUA, além da desaceleração da economia chinesa, a commodity caminha para fechar seu terceiro mês seguido no vermelho. Péssima notícia para o Ibovespa, que já caiu junto ontem com os papéis da Petrobras afundando quase 6%.
 
Apertem os cintos, porque, como diz o meme do capitão, ainda é quarta-feira.
 
Bons negócios.
 
 
• Futuros S&P 500: 0,36%
• Futuros Dow: 0,14%
• Futuros Nasdaq: 0,86%
 *às 8h03
 
 
 Índice europeu (EuroStoxx 50): -0,22%
• Bolsa de Londres (FTSE 100): -1,02%
• Bolsa de Frankfurt (Dax): -0,27%
• Bolsa de Paris (CAC): -0,58%
*às 8h04
 
 
 Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 0,07%
• Bolsa de Tóquio (Nikkei): -0,37%
• Hong Kong (Hang Seng): 0,03%
 
 
 
 Brent*: -3,40%, a US$ 95,93
• Minério de ferro: 3,28%, cotado a US$ 100,90 por tonelada em Cingapura
*às 7h50
 
 
9h15: ADP divulga relatório de empregos no setor privado americano em agosto
 
 
 
BRF e Marfrig se entrelaçam
A Marfrig deu mais um passo na investida sobre a BRF. Após o anúncio da saída de Lorival Luz no cargo de CEO, que ocupava há quatro anos, a dona da Sadia e da Perdigão nomeou Miguel de Souza Gularte para o posto. Gularte foi o principal executivo da Marfrig na América Latina por quase quatro anos. Há pouco mais de um ano, a Marfrig se tornou a principal acionista da BRF, com 33% de participação. Em agosto, o fundador da Marfrig, Marcos Molina, tornou-se presidente do conselho da BRF. A notícia havia sido comemorada pelo mercado, já que Molina começou a adotar na BRF a mesma estratégia empregada para tornar seu frigorífico o segundo maior do mundo. Ontem, porém, as ações da BRF (BRFS3) caíram: -1,10%.
 
IRB vende sede
O IRB anunciou que vendeu o prédio da sede da companhia, no Rio de Janeiro, por R$ 85,3 milhões para o Sebrae. Segundo a resseguradora, a operação faz parte da estratégia para reequilibrar as despesas administrativas e operacionais. O IRB está com uma operação de venda de novas ações em andamento para colocar mais dinheiro em caixa e cumprir as regras da Susep. A busca desesperada por dinheiro não acalmou investidores. As ações IRBR3 figuraram entre as maiores baixas da bolsa na sessão de ontem: queda de 7,53%, a R$ 1,72.
 
 
 
Musk vs.Twitter
A briga judicial entre Elon Musk e o Twitter está movimentando a elite financeira do Vale do Silício. Até agora, advogados de ambos os lados emitiram mais de 100 intimações para que os executivos comecem a falar o que sabem sobre a compra mal sucedida de Musk. Entre os intimados, estão bancos de renome (Goldman Sachs e Morgan Stanley), investidores e conselheiros famosos e empresas que empregam ex-executivos do Twitter. Aqui, o NYT conta como a briga está afetando o alto escalão californiano.
 
Educação perde verba
Por estabelecer um limite anual de despesas para o governo, o teto de gastos faz com que os ministérios tenham que disputar entre si quem sai com uma parcela maior da verba disponível. Os vencedores e perdedores dependem, claro, das prioridades do governo naquele momento. Um estudo recente mostrou que, desde a criação do teto, em 2016, o grande perdedor foi o Ministério da Educação, que perdeu R$ 74 bilhões em verbas para outras áreas do governo. O Valor mostra os detalhes do estudo aqui.
 

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