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ABERTURA DE MERCADO
 
Índices futuros americanos apontam para cima nesta terça-feira. Teria o mercado entrado em paz com os termos do banco central?
 
 
Por Bruno Carbinatto
 
 
Paz em meio ao caos? Os índices futuros americanos amanhecem em alta nesta terça-feira, indicando uma provável virada de humor do mercado depois de dois dias de intensa sangria nas bolsas.
 
Desde sexta, quando Jerome Powell falou o óbvio, o índice Nasdaq, que concentra as ações de tecnologia, caiu quase 5%. Papéis com alto potencial de crescimento são os mais penalizados num cenário em que os juros ficam mais alto por mais tempo – algo que parece cada vez mais ser um fato, mesmo que, às vezes, o mercado feche os olhos.
 
Com a inflação no maior patamar em 40 anos, era esperado que o Fed agiria neste sentido. Mesmo assim, as palavras de Powell foram consideradas tão duras que encomendaram dois dias seguidos de baixa para as bolsas.
 
Teria o mercado agora finalmente entrado em paz com os termos do BC americano? Difícil dizer, mesmo com os índices futuros apontado para o azul hoje. Isso porque a própria inflação ainda pode surpreender. Na Europa, por exemplo, a crise energética levou os preços a subirem ainda mais do que o esperado, e agora o Banco Central Europeu (BCE) está no centro das atenções, assim como o Fed ficou há pouco.
 
A ver se a paz dura. Boa terça.
 
 
• Futuros S&P 500: 0,86%
• Futuros Dow: 0,70%
• Futuros Nasdaq: 1,16%
 *às 7h55
 
 
 Índice europeu (EuroStoxx 50): 1,49%
• Bolsa de Londres (FTSE 100): 0,13%
• Bolsa de Frankfurt (Dax): 1,83%
• Bolsa de Paris (CAC): 1,11%
*às 7h56
 
 
 Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -0,34%
• Bolsa de Tóquio (Nikkei): 1,14%
• Hong Kong (Hang Seng): -0,37%
 
 
 
 Brent*: -2,62%, a US$ 102,34
• Minério de ferro: -4,59%, cotado a US$ 97,60 por tonelada em Cingapura
*às 7h45
 
 
11h - Departamento do Trabalho dos EUA divulga relatório sobre empregos (Jolts) de julho
 
 
 
Paridade internacional: gasolina e diesel
Um levantamento da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) mostra que o diesel nas refinarias brasileiras está abaixo da média de preço do mercado internacional, enquanto o da gasolina está acima. O diesel está em média 2% mais barato no Brasil do que no exterior – isso abre possibilidade de aumento de R$ 0,13 por litro nas refinarias. Já a gasolina está 8% mais cara aqui do que lá fora. Por isso, seria possível diminuir em R$ 0,27 por litro o preço do combustível.
 
PIB da OCDE
O PIB dos países da OCDE cresceu 0,3% no 2º trimestre de 2022, segundo dados divulgados pela entidade. Considerando apenas países do G7, a alta foi de 0,2% em comparação com o trimestre anterior. Apesar do número singelo, o resultado foi melhor que o do período anterior, que mostrou que as sete maiores economias do mundo não haviam crescido nada. Além disso, todos os países do G7 têm suas economias no mesmo patamar ou acima do nível registrado antes da pandemia.
 
 
O boom de inovação que nunca veio
Quando a pandemia começou, teve gente tentando se convencer que o caos sanitário produziria bons frutos para o setor tecnológico, que geraria um boom de inovação e tiraria os países ricos do platô de crescimento baixo que eles começavam a enfrentar. O tempo mostrou que há males que só vêm para o mal, mesmo. Onda de covid vai, onda de covid vem, a onda de inovação nunca chegou. Aqui, a The Economist elenca 3 possíveis explicações para isso.
 
Feliz aniversário, Netflix
A Netflix está fazendo aniversário de 25 anos. Em 1997, o modelo de negócios deles era assim: os clientes escolhiam os filmes que queriam alugar no site da companhia e recebiam os DVDs em casa, por correio. Por ter atravessado o colapso das locadoras e se tornar pioneira no ramo de entretenimento digital, a Netflix ganhou fama de adaptável e inovadora. Agora, ela está tendo que provar que é tudo isso mesmo. Com o aumento estrondoso da competição na indústria de streaming, a Netflix precisa achar outra forma de se reinventar. A Folha conta a história da companhia e mostra quais são seus desafios daqui pra frente.

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