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MERCADO FINANCEIRO
 
Índice cai 0,11% na esteira da sangria tech nos EUA. Mesmo assim, experimenta a primeira semana de alta desde junho.
 
 
Por  Alexandre Versignassi
 
 
Até a semana passada, a queda do Ibovespa desde o último pico estava em 20,6%. Ou seja: em território de bear market, quando um mercado cai além da linha vermelha dos 20%, e oficializa-se um estado de depressão financeira.
 
No fundo do poço sempre pode haver um alçapão, ou uma mola. Neste poço de agora, entrou em cena a mola. Com a alta desta semana, a queda desde o tal do último pico (121.570 pontos, em abril) está em 18,6%.
 
A sexta-feira, porém, foi turbulenta. O índice passou a maior parte do dia no positivo, em parte por conta da alta do minério de ferro (5,3%), mas não resistiu à frente fria vinda dos EUA, e fechou em -0,11, na beiradinha dos 99 mil pontos (98.924).
 
O crash do Snapchat
 
Por lá, para variar, o setor de tecnologia foi o vilão. Na verdade, uma área bem específica desse setor: as redes sociais. A bomba veio com o balanço da Snap, a dona do Snapchat.
 
Os números em si não parecem trágicos: faturamento de US$ 1,11 bilhão no segundo trimestre, versus US$ 1,06 bilhão no primeiro. O problema é que a companhia opera no prejuízo, e esperava virar essa chave agora no 2T22. Em abril, a rede social disse que esperava uma alta de "20% a 25%" no faturamento do trimestre seguinte.
 
Não rolou (ficou em 4,7%). E os prejuízos seguem: US$ 0,02 por ação, conforme divulgaram. Como eles têm 1,3 bilhão de ações, dá US$ 28 milhões negativos. De novo: nada demais. O problema mesmo foi a frustração da expectativa. A esperança era a de que os ganhos com publicidade deslanchassem. Não rolou.
 
Ao mesmo tempo, o TikTok não para de ganhar terreno. O grande concorrente do Snapchat e do Instagram não tem ações no mercado, então não precisa divulgar balanços trimestrais. Mas a expectativa da empresa é de fechar 2022 com um faturamento de US$ 12 bilhões. Não só: ela já se provou como a mais viciante, digamos assim, das redes.
 
De acordo com a Data.ai, uma companhia de inteligência de dados, os usuários do TikTok passam 28,7 horas por mês passando o polegar no app chinês, versus 7,8 horas no Instagram e 5,8 no Snap.
 
Juntando tudo, o fato é que o mercado decidiu banir a Snap da bolsa, praticamente: queda de 39.08% só nesta sexta. Um número digno do Crash de 1929.
 
Como crashes são altamente contagiosos, sobrou para todo mundo. A Meta (dona do Insta e do FB) tombou 7,59%. A Alphabet (Google), que também vive de anúncios online, 5,81%.
 
E o vírus do mau humor espalhou-se mercado afora. Queda de 1,87% na Nasdaq, que concentra as empresas de tecnologia, e de 1,87% no S&P 500.

O Twitter, inexplicavelmente, escapou da sangria. Mesmo tendo divulgado um prejuízo de US$ 270 milhões ontem, após do fechamento de mercado (e igualmente frustrado expectativas dos analistas) terminou o dia em alta de 0,81%. Eles creditaram parte do prejuízo ao imbróglio com Elon Musk, que teria criado "incerteza" os anunciantes.
 
No fim, só uma coisa é certa: se há alguém comprando toneladas de ações do Twitter neste momento, a ponto de segurar a cotação num dia de cão para todas as redes sociais que não se chamam "TikTok", esse alguém não é Musk. Ou é. Nunca dá para cravar nada sobre esse cara, afinal.
 
Bom fim de semana!
 
Maiores altas
 
BRF (BRFS3): 4,62%
Suzano (SUZB3): 2,78%
Sabesp (SBSP3): 2,76%
Raia Drogasil (RADL3): 2,51%
Klabin (KLBN11): 2,38%
 
Maiores baixas
IRB (IRBR3): -8,26%
Americanas (AMER3): -5,91%
Magalu (MGLU3): -4,98%
Via (VIIA3): -4,56%
Azul (AZUL4): -4,38%
 
Ibovespa: -0,11%, a 98.924 pontos
 
Em NY:
S&P 500: -0,93%, a 3.961
Nasdaq: -1,87%, a 12.059,61
Dow Jones: -0,43%, a 31.900
 
Dólar: 0,05%, a R$ 5,49
 
Petróleo
Brent: - 0,63%, a US$ 103,20
WTI: - 1,71%, a US$ 94,70
 
Minério de ferro: 5,37% no porto de Qingdao (China)
 
 

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