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ABERTURA DE MERCADO
 
Com inflação forte, Walmart corta projeções para o ano. E sinaliza que mais gente no varejo pode estar passando por maus bocados.
 
 
Por Júlia Moura, Tássia Kastner e Camila Barros
 
 
A forte inflação global cobrou seu preço no varejo no segundo trimestre deste ano. O Walmart cortou sua expectativa de lucros no período de abril a junho e também do ano. E a culpa foi da alta de preços.
 
A rede de supermercados divulgou na noite de ontem uma expectativa de que seu lucro tenha caído entre 8% e 9% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2021. Antes, a rede previa que o resultado ficaria estável. Para o balanço do ano, agora o Walmart espera uma queda de 11% a 13% no lucro. Bem maior do que o 1% previsto anteriormente.
 
A mudança drástica no cenário levou as ações da companhia a despencarem cerca de 8% no after market de ontem, arrastando consigo demais varejistas, como a Amazon, que cedeu 4%. No começo da manhã, elas desabam 9,51%.
 
E há chances da inflação continuar forte nos EUA, apesar da economia americana começar a dar sinais de que pode estar desacelerando. Por um lado, isso deveria ajudar a segurar os preços, mas, por outro, tende a reduzir o apetite do Fed pela alta de juros. O Banco Central americano decide amanhã a nova "Selic" do país. Atualmente, o mercado espera que a taxa suba 0,75 ponto percentual. Dias atrás, o mercado financeiro chegou a projetar um aumento de 1 p.p.
 
Não é só nos EUA que o varejo está sofrendo com a inflação. No Brasil, o e-commerce caiu 4,2% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da MCC/Neotrust divulgados em relatório do Goldman Sachs nesta segunda.
 
Segundo os analistas do banco, a contração do setor se deve ao combo: volta das vendas físicas, transferência de parte dos de produtos para serviços e corte de gastos.
Os dados devem pressionar ainda mais as ações de varejistas brasileiras, que perderam o impulso positivo nos últimos pregões, dada a alta das commodities.
 
O Ibovespa, por outro lado, deve seguir se beneficiando da recuperação nos preços de matérias-primas, especialmente com alta de mais de 5% do minério. A menos que o IPCA-15 de julho, prévia da inflação oficial deste mês, venha com alguma surpresa negativa. O esperado é uma alta de 0,17% em relação a junho, quando o índice subiu 0,69%. A desaceleração é fruto da redução do ICMS e da queda no preço da gasolina.
 
 
 
• Futuros S&P 500: -0,34%
• Futuros Nasdaq: -0,44%
• Futuros Dow: -0,41%
 *às 8h17
 
 
• Índice europeu (EuroStoxx 50): -0,62%
• Bolsa de Londres (FTSE 100): 0,54%
• Bolsa de Frankfurt (Dax): -0,85%
• Bolsa de Paris (CAC): -0,49%
*às 8h03
 
 
• Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 0,79%
• Bolsa de Tóquio (Nikkei): -0,16%
• Hong Kong (Hang Seng): 1,67%
 
 
 
• Brent: 1,45%, US$ 106,67[/caption]
• Minério de ferro: 5,33%, cotado a US$ 111,65 por tonelada em Cingapura
*às 7h05
 
 
9h IPCA-15 de julho
10h Relatório Perspectiva Econômica Mundial do FMI
11h Índice de confiança do consumidor dos EUA em julho
11h Vendas de moradias novas nos EUA em junho
17h30 Relatório semanal de estoques de petróleo nos EUA
22h30 Lucro industrial da China em junho
 
 
 
Torniquete fiscal
O Ministério da Economia pediu que Petrobras, Caixa, BNDES e Banco do Brasil considerem pagar mais dividendos à União em 2022. O plano é compensar os gastos extras criados pela PEC Kamikaze e a desoneração de impostos sobre combustíveis. Não que o governo precise: as medidas não preveem necessidade de compensação orçamentária, mas o Ministério da Economia está tentando resgatar um pouco da imagem de fiscalmente responsável, dissolvida no pacote de bondades voltado à campanha eleitoral. Das quatro estatais, só o Banco do Brasil respondeu até agora – e disse que não vai rolar.
 
Gasolina mais barata
Beneficiada pelos cortes no ICMS, a gasolina registrou queda de 17,4% no acumulado de julho. Só na semana passada, a baixa foi de 2,9% – a média dos preços caiu de R$ 6,07 para R$ 5,89, menor patamar desde agosto do ano passado. Em relação ao exterior, a gasolina está cerca de 1% acima da média internacional.
 
 
 
Penúria argentina
A esperança de uma volta por cima na economia da Argentina evaporou. Atualmente, o governo argentino luta contra rachaduras políticas internas, além da velha inflação a níveis estratosféricos e uma pilha cada vez maior de dívidas. A rápida deterioração no otimismo foi registrada pelo mercado clandestino de dólar no país: nas ruas de Buenos Aires, a moeda americana registrou alta de 15% na semana passada. O Financial Times mergulha na situação econômica do país.
 
Insegurança jurídica
As Parcerias Público-Privadas (PPPs) estão sendo suspensas em ritmo recorde em 2022 – o número mais que dobrou em relação a 2018, último ano de eleições parlamentares. Potenciais investidores têm reclamado do aumento da insegurança jurídica. Eles chamam de eleitoreiras as medidas que impedem o reajuste de tarifas e revisão de contratos. O Estadão explica as consequências disso para o país.
 
 
 
Antes da abertura do mercado: Coca-Cola, General Electric e General Motors, nos EUA
Após o fechamento do mercado: Alphabet, nos EUA. Carrefour, Neoenergia e Telefônica, no Brasil.
 

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