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ABERTURA DE MERCADO
 
A grande questão é: a escalada dos preços por lá chegou em seu pico? E mais: conseguirá o Fed combatê-la sem colocar a economia em recessão?
 
 
Por Bruno Carbinatto
 
 
Senhoras e senhores, lá vem ela.
 
A inflação americana volta a ditar as regras do jogo nesta sexta-feira, com o Consumer Price Index (CPI) – o equivalente ao nosso IPCA – sendo divulgado hoje às 9h30.
 
A questão central será analisar se a escalada de preços por lá finalmente chegou no seu pico, como os mais otimistas esperam. Segundo projeções do The Wall Street Journal, espera-se que, em maio, o índice tenha fechado em 8,3%, o mesmo de abril. Já analistas ouvidos pela Bloomberg apostam num número um cadinho menor: 8,2%.
 
Quanto ao núcleo do CPI, que não inclui o preço de componentes altamente voláteis como energia e alimentos, espera-se um ganho de 0,5 em maio, contra 0,4 em abril.
 
Em março, a inflação por lá foi de 8,5%, a maior em mais de quatro décadas. Agora, investidores esperam que a nova divulgação vá mostrar que o aumento de juros no país já começa a cumprir seu papel de enfrentar o aumento dos preços. Afinal, o seu efeito colateral – risco de recessão – já vem sendo sentido pelo mercado, e com força total.
 
O número também servirá para Wall Street recalcular suas apostas de como o Fed se comportará com sua escalada dos juros no país. O consenso é que, para as próximas duas reuniões, a taxa deverá subir em 0,5 pontos percentuais em cada uma – mas, depois disso, é um mistério que divide opiniões. Outro mistério é se a economia americana vai aguentar o tranco ou se vai entrar em recessão. Nas últimas semanas, o pessimismo quanto a essa questão dominou o mercado e fez as bolsas sangrarem.
 
Da China, hoje, sinais mistos: a inflação por lá veio menor que o esperado – alta de 2,1% em maio, pouco abaixo da previsão (2,2%), o que fez o índice CSI 300 fechar com forte alta.
 
Mas o avanço da Covid-19 volta a preocupar, ainda que em segundo plano. O governo chinês colocou 2,6 milhões de habitantes de Xangai em lockdown temporário após a detecção de 4 novos casos da doença em um distrito da cidade. A ideia é que as restrições durem apenas alguns dias até que todo mundo seja testado, mas nunca se sabe quando o lockdown total pode voltar.
 
Resultado: os índices futuros americanos operam mistos nesta manhã, a espera de um dado concreto para guiar o humor.
 
Bons negócios.
 
 
• Futuros S&P 500: -0,16%
• Futuros Nasdaq: 0,07%
• Futuros Dow: -0,27%
 *às 7h57
 
 
 Índice europeu (EuroStoxx 50): -1,86%
• Bolsa de Londres (FTSE 100): -1,17%
• Bolsa de Frankfurt (Dax): -1,47%
• Bolsa de Paris (CAC): -1,66%
*às 7h58
 
 
 Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 1,52%
• Bolsa de Tóquio (Nikkei): -1,49%
• Hong Kong (Hang Seng): -0,29%
 
 
 
 
 Brent*: 0,85%, a US$ 124,11
• Minério de ferro: -1,41%, cotado a US$ 139,60 por tonelada em Cingapura
*às 8h04
 
 
9h30 Departamento do Comércio dos EUA divulga CPI de maio e Núcleo do CPI de maio
 
 
Tiro pela culatra?
A redução de impostos sobre combustíveis e energia anunciada pelo governo nesta semana pode ter o impacto oposto do esperado – aumentar a inflação no longo prazo. O alerta vem de pesquisadores da FGV-IBRE, em evento organizado em parceria com o Estadão. Segundo eles, pode até haver um alívio temporário nos preços, mas a inflação voltará mais forte e persistente depois, exigindo um ciclo de aumento de juros mais duradouro.
 
 
Home office eterno: chefes vs empregados
Retorno ao escritório? Se depender dos trabalhadores, não, obrigado. Apesar de vários gestores americanos desejarem a volta do regime presencial, mais de 60% dos funcionários querem continuar a trabalhar de casa indefinitivamente. E até grandes companhias, como Apple e Google, estão tendo dificuldades em encontrar uma solução para esse impasse. Leia aqui, na reportagem do The New York Times.

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