MUNICÍPIOS DO OESTE DO PARÁ EMITEM ALERTA SOBRE VENDA E CONSUMO DE PESCADO PARA PREVENIR DOENÇA DA 'URINA PRETA'

 


Na quarta (8) a Prefeitura de Juruti proibiu o consumo e comercialização de três espécies. Já em Terra Santa e Faro foram emitidas recomendações e em Óbidos a orientação é para profissionais de saúde.

 

Quatro municípios do oeste do Pará se manifestaram sobre a comercialização e o consumo de pescado para prevenir doença da "urina preta", após um homem ter morrido em Santarém com suspeita da doença. Juruti, Terra Santa, Faro e Óbidos emitiram alertas.

 

Em Juruti a prefeitura proibiu o consumo e comercialização de três espécies - Pirapitinga, pacu e tambaqui, capturadas em rios e lagos do Amazonas, inclusive as criadas em cativeiro, como foi noticiado no G1.

 

Colônia Z-42 de Juruti acata proibição de comércio de peixes do Amazonas para prevenir doença da 'urina preta'

Homem internado com suspeita de 'doença da urina preta' morre em hospital de Santarém

Já em Terra Santa a recomendação é para que a população não consuma essas espécies pelo prazo de 30 dias. A Prefeitura de Faro também emitiu um alerta quanto à necessidade de prevenção e recomendou que a população também não coma o pescado.

 

A nota de alerta emitida pela Prefeitura de Óbidos recomenda que os profissionais de saúde fiquem atentos quanto à identificação e notificação precoce de casos suspeitos da doença no município.

 

Caso suspeito em Santarém

 

Em Santarém, no oeste do Pará, um homem de 55 anos que estava internado no Hospital Municipal morreu na manhã de terça-feira (7) com suspeita da Síndrome de Haff.

 

O paciente, que trabalhava como mototaxista e foi identificado como Genivaldo Cardoso de Azevedo, deu entrada na unidade hospitalar com sintomas característicos da doença da urina preta.

 

A Vigilância Epidemiológica de Santarém anunciou para quarta-feira (8) o início dos protocolos de investigação e mapeamento, com monitoramento e notificação dos familiares de Genivaldo. Esse trabalho vai ser orientado com base em nota técnica da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa).

 

De acordo com informações prestadas no primeiro atendimento, na UPA 24H, o paciente teria começado a passar mal após ter consumido pescado.

 

Conheça a doença da urina preta

 

A doença é causada pela ingestão de pescado contaminado por uma toxina capaz de causar necrose muscular, ou seja, a degradação dos músculos. Outros sintomas da doença são decorrentes desse quadro. A síndrome está associada ao consumo de peixes como arabaiana, conhecido como olho de boi, e badejo (veja vídeo acima).

 

A forma como o animal é contaminado pela toxina que provoca a doença, no entanto, não é consenso entre especialistas. Alguns infectologistas dizem que a toxina é gerada pelo mau acondicionamento do pescado, mas outros afirmam que a toxina vem de algas consumidas pelo animal.

 

 

Fonte/Foto: Dominique Cavaleiro, G1 — Santarém, PA/Marcelo Moreira

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