RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA MANHÃ | SEGUNDA-FEIRA, 02 DE AGOSTO DE 2021
Suspensa por duas semanas durante o recesso parlamentar, a CPI da Covid retoma as atividades amanhã com
mudança na composição e expectativa de novas frentes de apuração.
Desde a última audiência da comissão, no dia 15 de julho, os senadores
receberam mais de cem remessas de documentos sobre pessoas e empresas
investigadas.
Parte do material entregue ao colegiado trata de pontos já
debatidos desde o início da CPI, como a promoção de remédios ineficazes
contra a covid e os encontros do chamado "gabinete
paralelo" com autoridades do Ministério da Saúde. Durante
o recesso, também chegaram às mãos dos senadores os resultados de uma série de
quebras de sigilo bancário, inclusive do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.
Outros documentos, no entanto, abordam assuntos ainda não
examinados em detalhes pela CPI. É o caso das negociações para compra da vacina Convidecia,
do laboratório chinês CanSino e um contrato da pasta com a VTCLog,
empresa responsável pelo armazenamento e distribuição de medicamentos.
Foi também durante a pausa nos trabalhos que vieram à tona outras
questões que devem entrar na mira da CPI. Uma delas é a falsificação de documentos entregues
ao ministério em nome da Bharat Biotech, fabricante da vacina Covaxin.
As fraudes, já reconhecidas pela CGU
(Controladoria-geral da União), levaram o laboratório a romper o acordo com a Precisa
Medicamentos, que deixou de representar o grupo indiano no Brasil.
Nesta semana, o dono da Precisa, Francisco Maximiano, foi à Índia para tentar reverter o
quadro. A empresa alega que a adulteração nos documentos foi feita
pela Envixia, empresa dos Emirados Árabes que é parceira da Bharat.
"Agora será o momento do colegiado unir as pontas desse
emaranhado de frentes com que deparamos nos primeiros meses de trabalho da
CPI", afirma a senadora Simone Tebet (MDB-MS). "Está bem claro, por
tudo que vi por vídeos, áudios, testemunhas e documentos que os crimes em
relação à compra da vacina Covaxin já estão comprovados, e não são
poucos", avalia.
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