PARTIDO
ALEMÃO QUE SE ENCONTROU COM BOLSONARO SÓ É RECEBIDO POR PÁRIAS
Na semana passada, representantes do partido
Alternativa pela Alemanha (Afd) tiveram um encontro com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo
o colunista Jamil Chade, a
legenda alemã passou a ser monitorada em seu país de origem sob a suspeita de
tentar desestabilizar a democracia, além de ser recebida apenas por regimes
controversos, ditaduras e violadores de direitos humanos.
Mesmo que tenha sido fora da agenda e divulgado
apenas depois do final da viagem, a foto foi recebida no meio diplomático
alemão com consternação e decepção em relação ao Brasil. Diversos jornais das
principais cidades do país europeu também noticiaram o encontro, num tom de
incredulidade.
O partido que Bolsonaro recebeu é ainda o primeiro a
ser colocado sob vigilância desde 1945 pelo serviço de inteligência doméstica
da Alemanha. O motivo: suspeita de tentativa de minar a Constituição
democrática da Alemanha.
Beatrix von Storch, a deputada e vice-líder do
partido que esteve com Bolsonaro, tem um passado complicado. De um lado, ela é
neta do ministro de Finanças de Adolf Hitler por 12 anos e condenado pelo
Tribunal de Nuremberg por crimes de guerra. Seu outro avô não era menos
conhecido da cúpula nazista e fazia parte da SA, uma milícia paramilitar.
Na newsletter Olhar Apurado de
hoje, trazemos uma curadoria com os pontos de vista dos colunistas do UOL,
que acompanham de todos os ângulos a repercussão do noticiário.
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