ONDA DE ATAQUES EM MANAUS: O QUE SE SABE E O QUE AINDA FALTA ESCLARECER
![]() |
Durante a noite, polícia montou barreiras de fiscalização em Manaus, enquanto atentados continuavam acontecendo. — Foto: Carolina Diniz/Rede Amazônica |
Criminosos atacam
prédios públicos e viaturas policiais na capital e interior após a morte de um
suposto integrante de facção criminosa no sábado (5).
Com novos ataques
nesta segunda (7), ônibus não circulam, não há aulas e Saúde suspendeu
vacinação contra a covid.
Manaus sofre com onda
de ataques violentos neste domingo (6) e na madrugada desta segunda-feira (7)
por parte de grupos criminosos. Diversos veículos foram incendiados e prédios
públicos depredados, como delegacias. Também houve atentados em pelo menos três
cidades do interior. Ao menos 14 pessoas foram presas.
Nesta segunda, a
capital está sem transporte público, as aulas foram suspensas e não há
vacinação contra a Covid. A imunização deve voltar nesta terça-feira (8), dia
em que a Força Nacional chega à Manaus, segundo o secretário da Segurança,
coronel Louismar Bonates - informação não confirmada pelo governo do presidente
Jair Bolsonaro (sem partido).
Veja o que se sabe e o que ainda falta esclarecer em perguntas e respostas:
O que motivou os
ataques?
Como e onde os
criminosos agiram?
Os ataques afetam
serviços públicos?
Há presos?
Como o poder público
controla a situação?
O que motivou os
ataques?
Segundo a Secretaria
de Segurança Pública (SSP-AM), grupos criminosos agem em resposta à morte de
Erick Batista Costa, conhecido como "Dadinho", de 30 anos, em uma
ação policial no sábado (5), no bairro Redenção. Ele seria integrante de uma
facção que trafica drogas. A ordem para o início dos ataques partiu de dentro
de um presídio por membros do mesmo grupo.
Como e onde os
criminosos agiram?
Os ataques ocorreram
em Careiro, Manacapuru, Manaus e Parintins.
Na capital, os homens
atearam fogo em pelo menos 21 veículos, sendo 14 ônibus do transporte coletivo
e duas viaturas policiais. Na maioria dos atentados, eles usaram coquetel
molotov: um recipiente cheio de combustível com pavio no gargalo.
O explosivo também
foi jogado em prédios públicos, como agências bancárias, estações de ônibus e
um distrito de obras da prefeitura de Manaus, com ataques registrados em todas
as suas regiões.
No interior do
Amazonas, foram depredadas escolas, unidades de saúde e outras viaturas
policiais. A SSP informou que triplicou o policiamento na capital e região
metropolitana.

Trator foi incendiado por criminosos em Manaus. — Foto: Rebeca Beatriz/G1 AM
Não há informações
sobre feridos.
Os ataques afetam
serviços públicos?
Sim. Manaus está sem
ônibus por decisão do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do
Amazonas (Sinetram), as aulas presenciais na rede estadual e privada de ensino
estão suspensas e a vacinação contra a Covid também foi afetada. Não haverá
aplicação de doses nesta segunda e funcionam apenas a Maternidade Moura Tapajóz
e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Há presos?
Até o fim da tarde
deste domingo, 14 pessoas foram presas suspeitas de participação nos atentados
em Manaus, e pelo menos um homem foi preso em Parintins. A identidade dos
suspeitos não foi divulgada.
Na capital, conforme
a delegada-geral da Polícia Civil, Emilia Ferraz, 13 presos estão envolvidos
diretamente nos atentados, e estavam se preparando para cometer novos ataques.
Uma 14ª pessoa presa teria ordenado os atentados no bairro Redenção.

Delegacia de polícia atacada em Manaus — Foto: Matheus Castro/G1
Como o poder público
controla a situação?
Segundo a Secretaria
da Segurança Pública, o efetivo de viaturas da polícia em rondas ostensivas foi
triplicado desde o domingo. O governador Wilson Lima (PSC) solicitou ao governo
federal o envio das Força Nacional para ajudar a conter os ataques. Segundo o
secretário da Segurança, coronel Louismar Bonates, o governo federal deve
mandar as tropas nesta terça-feira (8). Contudo, o Ministério da Justiça e
Segurança Pública do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda não confirma
a informação.
Fonte: G1 AM


Nenhum comentário:
Postar um comentário