COMPRA DA COVAXIN:
TEM JEITO, CHEIRO E CARA DE CORRUPÇÃO. SERÁ CORRUPÇÃO?
Documentos do Ministério das Relações Exteriores mostram que o
governo comprou a vacina indiana Covaxin por um preço 1.000% maior do que, seis
meses antes, era anunciado pela própria fabricante. Para o colunista Reinaldo Azevedo,
há suspeita de corrupção.
O Brasil comprou todas as vacinas diretamente com os laboratórios,
sem intermediários. A exceção é a Covaxin, que tem a empresa Precisa como
intermediária. Francisco Maximiano, um de seus sócios, teve os sigilos
bancário, fiscal, telefônico e telemático quebrados pela CPI.
"É uma empresa com história: em agosto do ano passado, foi
alvo de uma ação do Ministério Público do DF. O órgão acusa a secretaria de
Saúde de tê-la beneficiado numa compra fraudulenta de testes rápidos. O
favorecimento indevido teria sido de R$ 21 milhões", escreveu Reinaldo.
Segundo o colunista, as suspeitas estão se amontoando e Bolsonaro,
que bate no peito para dizer que não há corrupção na sua gestão e acusa
governos estaduais de terem desviado recursos que seriam destinados à Saúde,
pode ficar em uma situação complicada.
Na newsletter Olhar Apurado de hoje, trazemos uma
curadoria com os pontos de vista dos colunistas do UOL, que
acompanham de todos os ângulos a repercussão do noticiário.
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