BOLSONARO SOUBE EM
OUTUBRO DE PROBLEMAS NA ATUAÇÃO DE DIRETOR EXONERADO
Pelo menos desde outubro, o presidente Jair Bolsonaro (sem
partido) e o então ministro Eduardo Pazuello sabiam de problemas na atuação do
servidor Roberto Ferreira Dias, diretor de logística da pasta. A informação é
do colunista Chico Alves.
Foi Dias quem assinou um contrato no valor de R$
133,2 milhões com a empresa Life Technologies Brasil Comércio e Indústria de
Produtos para Biotecnologia Ltda, para a compra de 10 milhões de kits de
insumos para testes de covid-19. A suspeita de irregularidade no processo foi
informada ao Tribunal de Contas da União (TCU) pela Diretoria de Integridade do
próprio Ministério da Saúde e o contrato, que tinha dispensa de licitação,
anulado.
Segundo Chico, Bolsonaro tem motivos para lembrar do
envolvimento de Roberto Ferreira Dias nessas irregularidades na compra de
insumos para testes de covid-19. O presidente chegou a indicar o nome dele para
o cargo de diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em
outubro de 2020 e, para isso, enviou a indicação para avaliação do Senado.
Porém, depois que veio à tona a série de irregularidades do contrato com a Life
Technologies, voltou atrás.
Dias também foi o servidor mantido à frente da
negociação da importação da vacina indiana Covaxin, um contrato de R$ 1,6 bilhão.
Em reportagem da jornalista Constança Rezende, publicada na Folha de S. Paulo,
o representante da empresa de vacinas Davati Medical Supply, Luiz Paulo
Dominguetti Pereira, denunciou que o chefe de logística do Ministério da Saúde
pediu propina de US$ 1 por dose de vacinas da AstraZeneca que seriam vendidas
por sua empresa. Dias foi exonerado ontem à noite.
Na newsletter Olhar Apurado de
hoje, trazemos uma curadoria com os pontos de vista dos colunistas do UOL,
que acompanham de todos os ângulos a repercussão do noticiário.
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