RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA MANHÃ | SEXTA-FEIRA, 25 DE JUNHO DE 2021
COVAXIN SOB SUSPEITA:
REUNIÃO DEIXA PARTICIPANTES EM BRANCO E UM CONTRATO RÁPIDO DEMAIS
Duas reportagens hoje no UOL apontam mais
indícios como se deram as negociações para a chegada das vacinas da Covaxin ao
Brasil.
O preço fixado em US$ 15 por dose —270% mais caro do que a própria
Índia pagou um mês antes— colocou o
negócio na mira da CPI da Covid, no Senado,
e do MPF (Ministério Público Federal), que identificou indícios de
superfaturamento e corrupção.
A repórter Amanda Rossi detalha uma planilha da Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) que documenta as reuniões com um espaço
em branco: onde se informam os nomes dos participantes da discussão
sobre a Covaxin, produzida pela Índia.
A reunião ocorreu em 20 de janeiro deste ano entre a Precisa
Medicamentos, intermediária do laboratório indiano no Brasil, e a Coordenação
de Inspeção e Fiscalização Sanitária de Insumos Farmacêuticos, da Anvisa.
A agilidade do contrato também gerou suspeitas e fica também
demonstrada em reportagem de Hanrrikson de Andrade
e Luciana Amaral, em que mostram que o governo Jair Bolsonaro precisou
de apenas uma reunião técnica, em novembro de 2020, para encaminhar três
semanas depois um "memorando de entendimento não vinculante" por meio
do qual manifestava interesse na compra da Covaxin. A
vacina até hoje não obteve autorização da Anvisa para uso
emergencial.
O contrato para aquisição de 20 milhões de doses foi assinado em
25 de fevereiro deste ano, após 97 dias de conversas entre as partes, ao custo
final de R$ 1,6 bilhão. Trata-se da vacina mais cara entre as que foram
compradas pelo governo Bolsonaro.
O QUE MAIS VOCÊ
PRECISA LER
Fonte/Foto: Lúcia Valentim Rodrigues, do UOL
|
|


Nenhum comentário:
Postar um comentário