ARTIGO DEDOMINGO | ‘ONDE SE VIVE MELHOR’
è por Lúcio flávio pinto*
Das 10 melhores cidades para se viver em 2021,
quatro ficam na Austrália e duas na Nova Zelândia. São países com os quais o
Brasil poderia ser comparado, mas cuja qualidade de vida dos seus habitantes os
distinguem de nós por um imenso tempo civilizatório. A Austrália dominou o
ranking por ter garantindo um padrão de vida quase normal, graças às políticas
de combate à pandemia do coronavírus, que situou o Brasil no topo dos efeitos
mais devastadores.
Outras duas cidades que oferecem uma boa vida estão
no Japão, apesar da alta densidade demográfica de Tóquio e Osaka. E as outras
duas, na Suíça, as únicas representantes europeias da tradicional listagem de
uma instituição americana, conforme matéria da BBC de Londres, a seguir.
As melhores cidades do mundo para se viver em 2021
A cidade neozelandesa de Auckland lidera a
classificação geral na pesquisa anual das melhores cidades para se viver da
Economist Intelligence Unit (EIU). Listando 140 cidades, as quais foram
avaliadas segundo cinco diferentes categorias, incluindo estabilidade, saúde,
cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura, a edição da EIU deste ano
foi totalmente influenciada pela pandemia de COVID-19. Austrália, Japão
e Nova Zelândia assumiram as primeiras posições, disparadas na frente de outras
cidades e países que costumam figurar entre as melhores colocadas do ranking.
No índice das melhores cidades para se viver em 2021
da EIU, seis das dez primeiras colocadas encontram-se ou na Nova Zelândia ou na
Austrália, “onde os rígidos controles de fronteira e circulação de pessoas
permitiram aos residentes manterem suas rotinas como se nada tivesse acontecido”,
enquanto no resto do mundo a situação era completamente diferente.
Auckland foi listada
na primeira posição, principalmente devido à sua “abordagem bem-sucedida na
contenção da pandemia de COVID-19, algo que
permitiu que vida de seus moradores seguis em frente sem grandes mudanças ou
perdas”. A cidade neozelandesa é seguida por Osaka no Japão em
segundo lugar, Adelaide na
Austrália em terceiro, Wellington novamente
na Nova Zelândia e fechando o top-5, Tóquio no Japão.
O único país europeu com cidades ranqueadas entre as
dez melhores foi a Suíça, com Zurique e Genebra ocupando a
sétima e oitava posição respectivamente. Enquanto a maioria das cidades
europeias “sofreram imensamente com a chegada da segunda onda de COVID-19, a qual provocou
uma enorme restrição na circulação de bens e pessoas, o cancelamento de
diversos eventos culturais e esportivos e o fechamento de escolas e
restaurantes”, as principais cidades da Suíça se saíram muito bem na
contenção e disseminação dos contágios ao longo dos últimos seis meses.
Viena, capital da Áustria, cidade que chegou a
ocupar o primeiro lugar entre os anos de 2018 e 2020, caiu para o 12º lugar na
atual pesquisa, por conta do impacto da segunda onda COVID-19. De acordo com a
EIU, as cidades alemãs de Frankfurt, Hamburgo e Dusseldorf foram aquelas que
registraram as maiores quedas no ranking deste ano.
Outras cidades que também caíram no ranking
foram as cidades canadenses de Montreal, Vancouver, Calgary e Toronto. Por
outro lado, diversas cidades dos EUA subiram de posição na pesquisa deste
ano, com Honolulu e Houston saltando para a parte de cima da tabela.
Além disso, de acordo com a EIU, as mudanças em
relação aos anos anteriores figuraram somente entre as melhores colocadas do
ranking, enquanto “na extremidade inferior da
tabela, infelizmente, pouca coisa mudou, e Damasco, na Síria, permanece
sendo a pior cidade para se viver no ano de 2021.”
Descubra quais são as melhores cidades para se viver em 2021 segundo ranking da
EIU.
1- Auckland, Nova
Zelândia
2- Osaka, Japão
3- Adelaide,
Austrália
4- Wellington,
Nova Zelândia
5- Tóquio, Japão
6- Perth,
Austrália
7- Zurique,
Suíça
8- Genebra,
Suíça
9- Melbourne,
Austrália
10- Brisbane,
Austrália
As piores dez cidades para se viver em 2021
1-Damasco, Síria
2-Lagos, Nigéria
3-Port Moresby, Papua Nova Guiné
4-Dhaka, Bangladesh
5-Algiers, Algéria
6-Trípoli, Líbia
7-Karachi, Paquistão
8-Harare, Zimbabue
9-Douala, Camarões
10-Caracas, Venezuela
*Lúcio Flávio Pinto - Jornalista profissional desde 1966. Percorreu as redações de
algumas das principais publicações da imprensa brasileira. Durante 18 anos foi
repórter em O Estado de S. Paulo. Em 1988 deixou a grande imprensa. Dedicou-se
ao Jornal Pessoal, newsletter quinzenal que escreve sozinho desde 1987, baseada
em Belém
No jornalismo, recebeu quatro prêmios Esso e dois
Fenaj, da Federação Nacional dos Jornalistas. Por seu trabalho em defesa da
verdade e contra as injustiças sociais, recebeu em Roma, em 1997, o prêmio
Colombe d’oro per La Pace e, em 2005, o prêmio anual do CPJ (Comittee for
Jornalists Protection), de Nova York.


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