ACONTECEU | JUSTIÇA TORNA RÉUS EX-SECRETÁRIOS DE SAÚDE DE FARO-PA ACUSADOS DE USO IRREGULAR DE VERBA CONTRA A COVID
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UBS do distrito de Nova Maracanã, teve registro de falta de oxigênio para pacientes de Covid-19 no início de 2021 |
De acordo com a
denúncia, os acusados delegaram de forma ilegal os serviços de segurança
pública a empresas particulares.
A Justiça Federal
recebeu denúncia criminal do Ministério Público Federal (MPF) contra dois
ex-secretários de Saúde de Faro, no oeste do Pará, acusados de delegarem
ilegalmente serviços de segurança pública a empresas particulares. Além dos
ex-secretários Victor Guerreiro Almeida e Izabel da Assunção Guimarães Pinto,
dois empresários também foram denunciados.
O G1 tenta contato
com os acusados.
De acordo com a
denúncia, as contratações foram feitas em 2020 com R$ 175 mil em recursos
federais destinados ao combate à pandemia de Covid-19. Em janeiro deste ano,
gestores municipais informaram à imprensa que o município chegou a ficar sem
oxigênio hospitalar e precisou recorrer a doações e empréstimos para conseguir
medicamentos para pacientes.
As duas dispensas de
licitação tinham como objetivo a contratação de empresa de segurança privada
para prestação de serviços de vigilância e segurança privada para guarnição do
combate à pandemia. Segundo a denúncia, além de o exercício do poder de polícia
não ser delegável a empresas que não integrem a administração pública indireta,
as empresas contratadas pelas dispensas não possuem autorização da Polícia
Federal para atuarem como prestadoras de serviços de segurança privada.
O recebimento da
denúncia, divulgado pelo MPF nesta sexta-feira (11), significa que a Justiça
considerou haver indícios suficientes sobre a ocorrência e a autoria de crimes,
e transforma os acusados em réus. Eles agora serão processados e julgados por
dispensa indevida de licitação, crime com pena de até cinco anos de prisão e multa,
além de agravantes.
Improbidade
Além da ação criminal
na Justiça Federal, os réus também foram processados por improbidade
administrativa. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Pará
(MPPA) na Justiça Estadual. Antes do ajuizamento da ação e após indagações do
MPPA, o município chegou a anular uma das dispensas de licitação. No entanto, o
MPPA detectou que a assinatura digital da anulação da dispensa só foi feita
quase 80 dias depois da data registrada no documento.
O MPPA informou que
em vistoria realizada em barreiras em rodovia estadual e na hidroviária do
município, encontrou profissionais de segurança privada, que informaram
trabalhar para as empresas selecionadas por dispensa de licitação. A vistoria
foi realizada por membro do MPPA quase 140 dias após a data registrada no
documento de anulação da dispensa de licitação de uma das empresas.
Fonte/Foto: G1 Santarém – PA/Reprodução redes sociais


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